SP prevê flexibilização de regras, mas manterá máscara e distanciamento por causa da variante delta


ISABELA PALHARES
ISABELA PALHARES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com o avanço da variante delta, o governo de São Paulo prepara a flexibilização das regras contra a Covid-19 mantendo o uso de máscara e distanciamento.

Já são nove os casos de transmissão comunitária da variante, que é mais transmissível, no estado. Apesar da preocupação, o governo avalia que é possível dar continuidade à flexibilização do Plano São Paulo.

Nesta quarta (21), o vice governador Rodrigo Garcia (DEM) disse que "não há expectativa" de recuo do planejamento inicial de encerrar a fase de transição em 31 de julho.

Com a queda consecutiva dos indicadores da pandemia, o avanço da vacinação e o monitoramento da nova variante, os integrantes do governo indicaram que as restrições atuais devem ser retiradas.

Atualmente, todo o estado de São Paulo tem toque de recolher das 23h às 5h no estado. Comércio e serviços também têm restrições, podendo funcionar com 60% da capacidade e até as 23h.

"Não estamos pensando nesse momento na retirada das máscaras. Os países em que estamos vendo a recrudescência de casos já tinham suspendido a obrigatoriedade das máscaras e das regras de distanciamento. Vamos continuar caminhando de forma segura", disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.

A previsão é de que toda a população adulta do estado tenha recebido ao menos a primeira dose da vacina até 20 de agosto. Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, a imunização completa de pessoas mais velhas também traz segurança para controlar a nova variante.

No estado, 95% das pessoas na faixa etária acima dos 90 anos tomaram as duas doses. A cobertura é de 100% no público de 70 a 89 anos.

"O impacto da mortalidade [pela variante delta] foi maior nos países que não tinham completado a imunização dos idosos. Temos [em São Paulo] um programa vacinal bastante acelerado na população adulta e a proteção já garantida dos mais idosos."

O governo estadual também informou ter um plano de monitoramento e de bloqueio da variante delta. O Instituto Butantan fará o sequenciamento genético de todos os casos positivos nas cidades que já registraram casos de transmissão comunitária da variante.

"Todas as amostras desses municípios que vierem positivadas serão avaliadas do ponto de vista genômico para identificarmos se estamos tratando da variante delta", disse o secretário.

No estado de São Paulo, foram confirmados nove casos de transmissão comunitária da nova variante --sete na capital e dois na região do Vale do Paraíba.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, também informou que será feita uma enquete soroepidemiológica nessas regiões para identificar a penetração da variante.

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