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m de leitura Atualizado em 16/03/2022, 10:01

Setor de serviços fica abaixo das expectativas e recua 0,1% em janeiro

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de março de 2022

LEONARDO VIECELI
AUTOR autor do artigo

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O volume do setor de serviços recuou 0,1% em janeiro, frente a dezembro, informou nesta quarta-feira (16) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A retração vem após o segmento acumular um ganho de 4,7% nos dois últimos meses do ano passado.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,3%.

O setor de serviços se encontra 7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e permanece no maior patamar desde agosto de 2015.

O setor de serviços envolve uma grande variedade de negócios: de bares e restaurantes a instituições financeiras, de tecnologia e de ensino. Também é o principal empregador no país.

Com o início da pandemia, em 2020, a prestação de serviços sofreu um choque. O baque ocorreu à época porque o segmento reúne atividades dependentes da circulação de clientes, que despencou após a adoção de restrições para conter a Covid-19.

Hotéis, bares, restaurantes e eventos fazem parte da lista de negócios impactados.

O que amenizou o tombo nas primeiras ondas da pandemia foi o avanço de serviços ligados à tecnologia. Essas atividades tiveram demanda aquecida com o isolamento social e mudanças de hábitos forçadas pela crise sanitária.

Ao longo de 2021, o setor de serviços teve melhora com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a derrubada de restrições a deslocamentos.

Porém, segundo analistas, a recuperação é ameaçada pelo cenário de escalada da inflação, juros mais altos e renda fragilizada. Em conjunto, esses fatores diminuem o poder de compra dos consumidores.

Antes de divulgar o desempenho de serviços, o IBGE apresentou outros dois indicadores setoriais de janeiro de 2021. A produção industrial caiu 2,4% frente a dezembro, enquanto as vendas do varejo avançaram 0,8%.

Tanto a produção das fábricas quanto o comércio varejista continuam abaixo do patamar pré-pandemia. Ou seja, ainda não recuperaram todas as perdas registradas na crise sanitária.