|
  • Bitcoin 149.391
  • Dólar 4,9096
  • Euro 5,1947
Londrina

Últimas Notícias

m de leitura Atualizado em 23/02/2022, 16:06

Senadores da CPI divulgam roteiro de provas entregues a Aras

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

MÔNICA BERGAMO
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19, composta por senadores que protagonizaram a CPI da Covid no ano passado, enviou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um roteiro com provas e acusações entregues pela comissão à PGR após a conclusão de seus trabalhos.

O documento apresenta, de forma sintetizada, o nome de acusados, os crimes imputados a eles e as provas orais e documentais colhidas em cada caso.

A CPI da Covid atuou entre abril e outubro do ano passado. Seu relatório final foi aprovado pelos membros da comissão em 27 de outubro, recomendando o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.

Aparecem na lista de recomendação de indiciamento o presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 12 pessoas com foro especial, como parlamentares e ministros de Estado.

O envio do roteiro de provas nesta quarta-feira (23) ocorre em meio à troca de acusações entre a Procuradoria-Geral da República e ex-integrantes da CPI da Covid no Senado.

A ideia é contestar as afirmações do procurador-geral, Augusto Aras, de que a comissão não entregou provas sobre os supostos crimes cometidos pelas autoridades durante a crise sanitária.

Aras chegou a dizer que recebeu apenas um HD com informações "desconexas e desorganizadas", o que poderia resultar em nulidades processuais e impunidade.

"Vamos mostrar as provas que o Brasil inteiro conhece, que o Ministério Público do Distrito Federal [que investiga pessoas sem foro] conhece, que o Supremo Tribunal conhece, que os assessores da PGR conhecem –e que só Aras não vê", afirmou à reportagem o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que foi o relator da comissão.

O parlamentar disse que Aras tenta "desmerecer" as evidências, e que isso não ocorre, por exemplo, com procuradores do Distrito Federal, que estão levando as investigações sobre quem não tem foro adiante.

"Ele atua como se as provas contra Bolsonaro, seus filhos e seus ministros não fossem amplamente conhecidas, como se não houvesse até confissão do crime de prevaricação, por exemplo", afirmou Renan.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi vice-presidente da CPI, disse que começará a colher assinaturas para apresentar um pedido de impeachment contra Aras, por ele atuar como "um serviçal" de Bolsonaro.

O procurador-geral da República, por sua vez, diz que o fato de os senadores terem entregue novos documentos à PGR comprova que estava correto em suas declarações.