|
  • Bitcoin 154.749
  • Dólar 5,0611
  • Euro 5,2838
Londrina

Últimas Notícias

m de leitura Atualizado em 27/02/2022, 19:44

Sem desfile, Vai-Vai aposta em ensaio turbinado com escola de samba Leandro de Itaquera

PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2022

ISABELLA MENON
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio à pandemia de Covid-19, os desfiles das escolas de samba foram adiados para abril. Porém, isso não significa que as quadras tenham ficado às moscas durante o feriado oficial do Carnaval.

A Vai-Vai, neste domingo (27), recebeu a Leandro de Itaquera, que a escola considera sua co-irmã, para um ensaio turbinado, no bairro da Sé, zona central de São Paulo.

Sem sede e com uma nova quadra que está em construção, a Vai-Vai utiliza a sede dos Sindicato dos Bancários para realizar seus ensaios.

A realização de eventos fechados é autorizada pela prefeitura da capital desde que sejam cumpridos protocolos de segurança, como comprovante da vacina, 70% da ocupação, no máximo, e uso de máscara em todos os momentos em que as pessoas não estiverem se alimentando.

Além disso, é necessário que o espaço disponibilize álcool em gel.

Nas redes sociais, a Vai-Vai anunciou que seria exigido o passaporte da vacina e o uso de máscara para participar do ensaio. Houve controle do comprovante do imunizante na entrada e funcionários da escola solicitaram que os presentes usassem máscaras.

O formato do evento com a participação de outras escolas tem acontecido desde o início de fevereiro. A Vai-Vai explica que esta é uma forma de garantir maior número de presentes e, consequentemente, um lucro também superior.

Para entrar, o ingresso custava R$ 15 e um quilo de alimento não perecível --quem não trouxesse o alimento deveria desembolsar R$ 20. A expectativa para este domingo era receber pelo menos 500 pessoas neste ensaio.

"Trouxemos a escola de volta para o grupo especial e agora batalhamos para nos classificarmos entre as primeiras. Nós que estamos aqui, depois de um período tão grande de pandemia, somos sobreviventes. Dois anos sem ir para a avenida é complicado", diz o presidente da Vai-Vai, Clarissio Gonçalves. .

Assim como em outros eventos que a reportagem esteve presente, a máscara foi a medida mais difícil de ser respeitada.

Durante o ensaio da Vai-Vai, não eram todos que utilizavam o equipamento, porém, ao menos no início, havia um número superior de pessoas de máscaras do que em outras festas.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da escola admite que o controle do uso de máscara é difícil, uma vez que as pessoas sentem calor quando tocam instrumentos e dançam.

"Sempre pedimos comprovante de vacinação e uso de máscara. Sempre alguém tira, mas nós vamos lá e pedimos", afirmou Gonçalves.

O samba-enredo neste ano da Vai-Vai é chamado de Sankofa, que tem o objetivo de resgatar as ancestralidades dos povos africanos.

Para o presidente, a ausência de blocos de rua, porém a realização de festas fechadas para quem pode pagar é um "hipocrisia".

"Todos caem em cima das escolas de samba e blocos de carnaval como se fôssemos os culpados [pela pandemia]", diz ele que enfatiza que, se em 2020, tivesse sido avisado sobre o perigo iminente da pandemia da Covid-19, as escolas de samba "com certeza não iria ter corrido este risco, mas nós não sabíamos."