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m de leitura Atualizado em 03/03/2022, 15:09

Rússia será excluída dos índices de ações de mercados emergentes da MSCI

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de março de 2022

LUCAS BOMBANA
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A empresa provedora de índices globais de ações MSCI anunciou na quarta-feira (2) que o mercado russo deixará de fazer parte dos índices de referência dedicados aos mercados emergentes da empresa. O país passará a ser classificado como um mercado independente pela MSCI a partir do próximo dia 9 de março, como resposta aos ataques contra a Ucrânia.

Os analistas do Itaú BBA projetam que a decisão pode resultar em um fluxo de aproximadamente R$ 7 bilhões de recursos de estrangeiros destinados ao Brasil.

"Em 28 de fevereiro, a MSCI fez uma consulta com investidores institucionais internacionais sobre a acessibilidade e a facilidade para investir no mercado de ações da Rússia. Durante a consulta, recebemos respostas de um grande número de participantes do mercado, incluindo gestoras de recursos, agentes financeiros e corretoras, que majoritariamente confirmaram o difícil acesso ao mercado de ações russo neste momento e que a Rússia deveria ser excluída dos índices de mercados emergentes", diz a empresa de índices, em nota.

Os analistas do Itaú BBA calculam que, considerando o fechamento de quarta dos mercados globais, a Rússia representava algo como 1,47% do índice de mercados emergentes. O Brasil tem um peso de aproximadamente 4,97% no índice.

A exclusão do percentual dedicado à Rússia deverá resultar em um fluxo de saída de recursos de cerca de US$ 5,9 bilhões (R$ 29,8 bilhões) do mercado russo, considerando os investimentos passivos que seguem a distribuição regional apontada pelos benchmarks da MSCI, projetam os analistas do banco.

Eles estimam ainda que, considerado o peso atual próximo de 9,33% da América Latina no índice de ações de mercados emergentes, a região pode receber fluxos positivos de capital da ordem de US$ 2,12 bilhões (R$ 10,7 bilhões), dos quais cerca de US$ 1,34 bilhão (R$ 6,7 bilhões) sendo direcionados potencialmente ao Brasil.

"Acreditamos que, no atual cenário geopolítico, a atenção dos investidores pode migrar para a região da América Latina, que não apenas oferece valuations baratos como tem sido negociada abaixo da média histórica já há algum tempo", apontam os analistas do Itaú BBA.