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m de leitura Atualizado em 14/03/2022, 14:50

Relator da venda da Eletrobras no TCU tenta emplacar aliado em agência

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de março de 2022

JULIANA BRAGA
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo federal corre para regularizar indicações para agências reguladoras às vésperas da reunião na qual discutirá a segunda etapa da privatização da Eletrobras com o Tribunal de Contas da União (TCU). Um dos indicados é Daniel Maia, cunhado do filho de Aroldo Cedraz, relator do processo sobre a venda da estatal na Corte.

Segundo afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao jornal Valor Econômico e à Agência Infra, os nomes dos três indicados para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e para a Agência Nacional de Petróleo (ANP) já foram encaminhados para a Casa Civil e a expectativa é que sejam publicados no Diário Oficial da União até o dia 16 e sabatinados ainda esta semana.

Para a Aneel, os indicados foram Sandoval Feitosa, Hélvio Guerra e Agnes Costa. Já para a ANP, os nomes são Fernando Moura, Cláudio Jorge, Symone Araújo e Daniel Maia.

Maia é auditor do TCU e, embora seja uma indicação do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, conta com o apoio do ministro Aroldo Cedraz, relator da privatização da Eletrobras no TCU. Maia é cunhado de Tiago Cedraz, filho do ministro.

Nesta terça-feira (15), o governo volta a conversar com o TCU para tentar dar andamento à aprovação da segunda etapa da privatização da Eletrobras. Além de Cedraz e de Bento Albuquerque, também são esperados no encontro o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, e o presidente da estatal, Rodrigo Limp.

A gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem pressa na aprovação. O processo precisa ser concluído ainda no primeiro semestre, antes de a campanha eleitoral entrar na fase decisiva e afastar investidores. A venda foi modelada para ocorrer por meio de capitalização em Bolsa. Serão emitidas ações e recibos de ações (ADRs), respectivamente no Brasil e Estados Unidos.

Se vingar, a oferta será uma das maiores operações em Bolsa na história das empresas brasileiras, cerca de R$ 25 bilhões, pelas estimativas. Só vai perder para a icônica emissão da Petrobras em 2009, quando a estatal de petróleo captou US$ 69 bilhões (R$ 353 bilhões pela cotação atual).