|
  • Bitcoin 121.196
  • Dólar 5,1685
  • Euro 5,2134
Londrina

Últimas Notícias

m de leitura Atualizado em 04/03/2022, 13:33

Recuperação em 'V' do PIB não chegou para serviços, indústria e consumo

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de março de 2022

EDUARDO CUCOLO E LEONARDO VIECELI
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

SÃO PAULO, SP, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A economia brasileira voltou aos níveis pré-crise, mas nem todos os setores completaram essa recuperação.

Nesses quase dois anos de pandemia, destacaram-se os segmentos de informação e comunicação, que está 18% acima do que estava no final de 2019, a construção (8,4%) e os transportes (5,6%). No cômputo geral, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 4,6% em 2021 e está agora 0,5% acima do nível do final de 2019.

Na outra ponta dos segmentos, a dos que ficaram abaixo do patamar pré-pandemia, está a indústria de transformação, com uma contração de 3%. Estão cerca de 1,5% abaixo do nível pré-crise a administração pública, as indústrias extrativas e de eletricidade, água e esgoto, e as outras atividades de serviços, que reúnem aquelas que dependem de aglomerações e contato social (restaurantes e turismo, por exemplo).

O consumo do governo e das famílias, assim como as exportações, também não voltaram. Investimentos e importações, por outro lado, já estão acima daquele patamar.

Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE também mostraram que o PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior, quando houve queda de 4,6%. Ou seja, não recuperou toda a queda.

Em 2020, o Brasil já havia recuado no ranking desse indicador.

O PIB, por outro lado, caiu 3,9% em 2020 e cresceu 4,6% em 2021. Esse segundo indicador representa a soma da produção de bens e serviços no ano. Já o indicador per capita representa o valor do PIB dividido pelo tamanho da população, que cresceu no período.

"O bolo cresceu, mas a população cresceu também. Ele deveria ter sido um pouco maior para a distribuição ficar igual [ao que era em 2019]", disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

"O crescimento populacional fez com que o PIB per capita não se recuperasse dos efeitos da pandemia, como aconteceu com o PIB como um todo."