|
  • Bitcoin 137.779
  • Dólar 4,7311
  • Euro 5,0812
Londrina

Últimas Notícias

m de leitura Atualizado em 15/03/2022, 14:22

Recuo do petróleo e reajuste reduzem defasagem do diesel a 2%

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de março de 2022

NICOLA PAMPLONA
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadoras de Combustíveis) mostram que o recuo das cotações do petróleo logo após o mega-aumento promovido pela Petrobras reduziu para apenas 2% a defasagem no preço interno do diesel.

Segundo essa projeção, o preço médio do diesel no Brasil iniciou o dia apenas R$ 0,10 por litro abaixo da paridade de importação, conceito usado pela Petrobras para definir seus preços que considera o custo para trazer o produto do exterior.

É o menor valor desde o fim de dezembro. A tendência é que a defasagem se reduza ainda mais, já que as cotações internacionais do petróleo seguem em baixa nesta terça-feira (15), com o petróleo Brent operando abaixo de US$ 100 pela primeira vez em cerca de um mês.

Um dia antes do reajuste de 24,9% promovido pela Petrobras, o preço médio do diesel no país estava R$ 1,17 por litro abaixo da paridade de importação, uma defasagem de 24%. Dois dias antes, a diferença era de R$ 2,54, ou 40%.

Na Bahia, abastecida pela primeira refinaria privada brasileira, o preço do diesel está 1% acima da paridade de importação, segundo a Abicom. Controlada pelo fundo árabe Mubadala, a Refinaria de Mataripe tem repassado as altas do mercado internacional com mais frequência.

Os reajustes da Petrobras foram anunciados na quinta (10), com vigência a partir de sexta (11). Além do diesel, a Petrobras subiu o preço da gasolina, em 18,8%, e do gás de cozinha, em 16,1%. As altas provocaram forte reação entre consumidores, no mundo político e no próprio governo.

Segundo a Abicom, a defasagem no preço da gasolina era de 4% no início do dia, com o litro do combustível sendo vendido no Brasil por um valor R$ 0,25 abaixo da paridade de importação.

A redução das defasagens praticamente elimina a necessidade de novos aumentos para acomodar os preços internos à escalada das cotações internacionais após o início da guerra na Ucrânia. Pelo contrário, deve ampliar a pressão sobre a Petrobras.

A cotação do Brent caiu 5,12% na segunda e mantinha a tendência de queda no pregão desta terça, diante de notícias sobre novo surto de Covid-19 na China, que gerou novos temores de interrupção da cadeia logística global e seus efeitos na economia.

Caso o movimento se mantenha, governo e oposição devem pressionar a estatal a reduzir seus preços, embora a empresa tenha operado com defasagens por um longo período em 2022, quando passou 57 dias sem mexer nos preços de seus principais produtos.

No primeiro fim de semana após o reajuste da Petrobras, o preço médio da gasolina no país chegou a R$ 7,47 por litro, segundo levantamento feito a pedido da reportagem pela empresa de gestão de frotas ValeCard.

O valor é superior ao recorde verificado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) em novembro de 2021, de R$ 6,795, já corrigido pela inflação.