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m de leitura Atualizado em 21/03/2022, 14:49

PSDB diz que definirá candidato único com União e MDB a 4 meses da eleição

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de março de 2022

CAROLINA LINHARES
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em evento de filiação do senador Alessandro Vieira (SE) ao PSDB, o presidente do partido, Bruno Araújo, afirmou que, em abril, a sigla irá formalizar aliança com MDB e União Brasil para a eleição de 2022 e que, em junho, um presidenciável será anunciado.

Isso significa que até lá o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) terão que desistir da candidatura presidencial. Ainda em abril, a ideia é que seja decidido um critério para essa escolha -são cogitadas pesquisas qualitativas ou votações nas bancadas de parlamentares, por exemplo.

Vieira era também presidenciável pelo Cidadania, mas abriu mão da candidatura, decidiu sair do partido, apoiar Doria e ingressar no PSDB, sigla pela qual deve concorrer ao Governo de Sergipe. O senador assinou sua filiação nesta segunda-feira (21), ao lado de caciques tucanos de São Paulo.

Araújo disse ainda esperar que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), permaneça no partido. Ele foi convidado pelo PSD a ser candidato ao Palácio do Planalto e tem que tomar uma decisão até 2 de abril.

Leite perdeu as prévias presidenciais do PSDB para Doria em novembro. Mas, como mostrou a Folha, parte dos tucanos quer mantê-lo no partido com o argumento de que seria possível trocar a candidatura de Doria pela de Leite sob o argumento de que o paulista está emperrado nas pesquisas.

Nos bastidores, tucanos dizem acreditar que Leite tende a permanecer no PSDB --há semanas, a avaliação era a de que ele seguramente migraria para o PSD. O gaúcho vem conversando com políticos e recebeu uma carta de líderes do PSDB pedindo que fique.

Durante sua filiação, Vieira cobrou obediência às votações internas e à democracia interna nos partidos, o que serve como indireta a Leite. O senador, que também exaltou a renovação, deixou o Cidadania afirmando não concordar que Roberto Freire esteja à frente da sigla por mais de 30 anos.