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m de leitura Atualizado em 04/03/2022, 22:37

Podemos anuncia processo disciplinar contra Arthur do Val por áudios sobre mulheres ucranianas

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de março de 2022

FÁBIO ZANINI
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Renata Abreu, presidente do Podemos, anunciou na noite desta sexta-feira (4) a abertura de processo disciplinar contra o deputado estadual Arthur do Val (SP), a quem são atribuídos áudios de teor sexista a respeito de mulheres ucranianas.

"Gravíssimas e inaceitáveis são as declarações do deputado estadual Arthur do Val, que foram divulgadas na imprensa. Não se resumem ao completo desrespeito à mulher, seja ucraniana ou de qualquer outro País, mas de violações profundas relacionadas a questões humanitárias, em um momento em que esse povo enfrenta os horrores da guerra", diz a nota.

"O Podemos repudia com veemência as declarações e, com base nelas, instaura de imediato um procedimento disciplinar interno para apuração dos fatos. Até este momento o partido não havia conseguido contato com o deputado, que estava em voo", completa.

Arthur do Val, o Mamãe Falei, viajou ao leste europeu na companhia de Renan Santos, líder do MBL (Movimento Brasil Livre), com a justificativa de que ajudariam a população ucraniana.

Nos áudios, o pré-candidato ao Governo de São Paulo teria afirmado que as ucranianas são "fáceis" de pegar por serem pobres —e que a fila de refugiados da guerra tem mais mulheres bonitas do que a "melhor balada do Brasil".

Sergio Moro, presidenciável do partido, também criticou do Val e sinalizou ruptura com o deputado.

"O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto. As declarações são incompatíveis com qualquer homem público", afirmou o ex-juiz, acrescentando que as falas podem ser consideradas criminosas.

"Tenho uma vida pautada pela correção e pelo respeito a todos —tanto no campo público quanto na vida privada. Portanto, jamais comungarei com visões preconceituosas, que podem inclusive ser configuradas como crime", disse, em nota.