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m de leitura Atualizado em 08/03/2022, 20:10

Placa de 'rua Zelenski' é colocada em frente à embaixada da Rússia em Washington

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de março de 2022

RAFAEL BALAGO
AUTOR autor do artigo

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Uma placa de rua com o nome "presidente Zelenski" (referência ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski) foi colocada, de modo simbólico, em frente à embaixada da Rússia em Washington, capital dos Estados Unidos.

A peça imita o desenho das placas de rua da capital americana e foi colocada lá no domingo (6), presa a um mastro. Ela permanece lá desde então, ao lado de vários outros cartazes de protesto contra a guerra e a favor da Ucrânia.

A placa foi feita pelo ativista Claude Taylor, fotógrafo e morador de Washington que lidera o Mad Dog Pac, um comitê político criado para arrecadar recursos e fazer campanha contra o fascismo.

Taylor chamou a intervenção de "arte-protesto político" e disse, em entrevista ao site Washingtonian, que a intenção da obra é ser temporária. "Não importa se ficar lá por um dia ou um ano".

Em 2018, ele havia feito uma ação parecida: colocou uma placa de rua escrito "Khashoggi Way" (Rua Khashoggi) perto da embaixada da Arábia Saudita, em referência ao jornalista Jamal Khashoggi, morto dentro de um consulado saudita em Istambul.

A ideia, no entanto, acabou adotada pela prefeitura de Washington, que oficializou o trecho da avenida New Hampshire como "Khashoggi Way".

A cidade tem o hábito de homenagear perseguidos políticos estrangeiros. O trecho da avenida Wisconsin onde fica a embaixada russa recebeu o nome de Boris Nemtsov Plaza, um crítico de Vladimir Putin assassinado em 2015.

A embaixada russa em Washington, que fica em uma área mais afastada do centro da cidade, virou local de protestos contra a guerra. Nesta terça (8), na hora do almoço, cerca de 30 pessoas levavam cartazes a favor da Ucrânia e com críticas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Muitos motoristas que passavam por ali buzinavam em apoio aos manifestantes.

"Sendo mãe e avó, neste dia vim aqui mostrar meu apoio a outras mulheres que estão resistindo na Ucrânia", diz Katia Alexachenco, 50, que mora nos EUA há oito anos. "Sendo russa, é muito difícil lidar com o que este governo está fazendo. é uma loucura".