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m de leitura Atualizado em 24/02/2022, 08:56

'O Poderoso Chefão' em alta definição e 'A Ilha de Bergman' estreiam nos cinemas

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

HENRIQUE ARTUNI
AUTOR autor do artigo

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CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - O que falar de "O Poderoso Chefão"? Nesses 50 anos desde o seu lançamento original, em 1972, muito foi dito sobre o filme, um clássico que traz as ambiguidades do moderno para ressuscitar um gênero fora de moda desde 1940 —os filmes de máfia.

De fato, é difícil encontrar novidades nesse longa, que ocupa nove em cada dez listas de maiores filmes americanos de todos os tempos. Para quem ainda não viu, existe agora a oportunidade de aproveitar uma cópia remasterizada em 4K que será exibida nas salas de cinema a partir desta quinta (24).

E para quem já viu, não há surpresas: assistimos de novo à mesma saga da família Corleone na América, a atuação magistral de Marlon Brando como don Vito, a fúria reprimida do iniciante Al Pacino no papel que o consagraria, a fotografia barroca de Gordon Willis.

Já entre as estreias contemporâneas, "A Ilha de Bergman", de Mia Hansen-Love, é o destaque. O trabalho é chamativo para os cinéfilos, não só pelo título —referência à ilha de Faro, onde viveu e filmou o diretor sueco—, mas também pela sua exibição no Festival de Cannes e por ser uma obra da celebrada diretora de "O Que Está Por Vir". A estreia mostra um casal de cineastas que vai ao local, hoje marcado pelo turismo cultural, participar de eventos e tentar superar uma crise criativa.

Já outra estreia é "Adeus, Idiotas", comédia frenética de Albert Dupontel, em que uma mulher vai atrás do filho que foi obrigado a abandonar e mergulha nesta jornada com a improvável companhia de um atrapalhado cinquentão e de um arquivista cego.

A estreia nacional de destaque é o documentário "Transversais", de Émerson Maranhão, que chegou a ser criticado por Bolsonaro como parte de um edital para séries de temática LGBTQIA+ em 2019. De lá para cá, o filme foi celebrado em festivais ao contar a história de cinco pessoas de origens bem diferentes, mas que têm a transexualidade em comum.

Ainda nesse jogo de gêneros, mas voltado para o público infantil, "Coração de Fogo" mostra uma jovem que sonha em ser bombeira, como o pai. Quando um perigoso incendiário começa a atacar Nova York, ela vai se disfarçar de homem para poder ajudar a proteger sua cidade.

Adeus, Idiotas

Essa comédia, sucesso de bilheteria na França e ganhadora de diversos prêmios César, mostra uma mulher —Virginie Efira, de "Benedetta"— em uma saga para reencontrar o filho que foi obrigada a abandonar aos 15 anos. Tudo ganha mais emoção, e perseguições, quando ela se une a um cinquentão que acabou de cometer uma grave imprudência —vivido pelo próprio diretor, Albert Dupontel— e um entusiasmado arquivista cego —vivido por Nicolas Marié.

França, 2020. Direção: Albert Dupontel. Com: Virginie Efira, Albert Dupontel, Nicolas Marié. 14 anos

Coração de Fogo

Para ajudar seu pai quando um perigoso incendiário começa a inflamar Nova York, uma jovem se disfarça de homem para poder integrar o corpo de bombeiros —e, de lambuja, concretiza um sonho de infância. Esta animação, que retoma um mote comum desde "Mulan", reafirma que as mulheres podem seguir os caminhos que quiserem.

Canadá/França, 2021. Direção: Laurent Zeitoun. Com: Kenneth Branagh, Olivia Cooke, Laurie Holden. Livre

A Ilha de Bergman

A ilha de Faro, onde viveu e filmou o cineasta Ingmar Bergman, tornou-se um polo de turismo cultural. E é para lá que vai um casal de cineastas, que têm a obrigação de participar de eventos e mostras, mas que tentam superar uma crise criativa e elaborar um novo roteiro. Tudo com direito a safari pelas locações de clássicos como "Persona" e conversas sobre a vida do diretor ausente.

Alemanha/Bélgica/França/México/Suécia, 2021. Direção: Mia Hansen-Love. Com: Vicky Krieps, Tim Roth, Grace Delrue. 14 anos

O Poderoso Chefão - 50 Anos

O monumento de Francis Ford Coppola, celebrado como um dos grandes longas do cinema americano, volta aos cinemas em cópias remasterizadas. Ao contar a saga dos Corleone na América, jogando luz sobre a sucessão de don Vito —interpretado pelo excepcional Marlon Brando— para o comando de Michael —o então iniciante Al Paciono—, o filme é uma visão crítica da nação a partir do crime.

EUA, 1972. Direção: Francis Ford Coppola. Com: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan. 14 anos

Transversais

Depois de ser criticado por Bolsonaro como parte de um edital para séries de temática LGBTQIA+, estreia o documentário de Émerson Maranhão, que aborda a diversidade ao mostrar cinco pessoas trans, de origens, classes e formações diferentes.

Brasil, 2021. Direção: Émerson Maranhão. Com: Caio José Batista, Érikah Alcântara, Kaio Lemos. 10 anos