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m de leitura Atualizado em 11/03/2022, 18:41

Máscara é legado; antes da Aids, ninguém usava camisinha, diz Natália Pasternak

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sexta-feira, 11 de março de 2022


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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Ao fazer um balanço sobre os dois anos da pandemia de Covid-19, a microbiologista Natalia Pasternak disse nesta sexta (11) que o fim da pandemia é imprevisível. "Tem que ser decretado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Não é um governo que determina isso", disse.

Na avaliação dela, a transição do estado de pandemia para endemia (casos locais de disseminação) de Covid não é necessariamente uma coisa boa.

"Malária, tuberculose e doença de chagas são endêmicas. Isso não quer dizer que não sejam doenças preocupantes e com mortalidade preocupante em diversos países; só quer dizer que não estão se espalhando", explicou.

Ao abordar as mudanças que ocorreram depois do início da pandemia e o chamado "novo normal", ela falou dos ataques ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, e lembrou da pandemia de Aids, nos anos 1980.

"A gente voltou ao normal depois disso? Não. A gente se adaptou. Depois dos ataques terroristas, viajar se tornou uma atividade diferente —a segurança nos aeroportos e prédios públicos foram alteradas. Com a Aids, a gente se adaptou a usar preservativo e isso acabou inclusive diminuindo a incidência de outras DSTs", disse Pasternak.