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m de leitura Atualizado em 22/03/2022, 08:46

Maior parte das reações a bloqueio do Telegram foi de reprovação, diz FGV

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de março de 2022

FÁBIO ZANINI
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Monitoramento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV (Dapp/FGV) mostra que a maior parte dos usuários de redes sociais manifestou insatisfação com a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de ordenar o bloqueio do Telegram no Brasil.

Neste domingo (20), após o Telegram cumprir determinações, o magistrado revogou a ordem de suspensão.

De sexta-feira (18) a domingo (21) foram contabilizadas 589,6 mil menções ao tema no Twitter. A maior parte dos perfis classificou a ação como autoritária e ditatorial.

Das top 5 hashtags do debate, quatro miravam a Corte ou o ministro: #impeachmentalexandredemoraes e #impeachmentalexandremoraes, que somaram 12,9 mil postagens; #stfvergonhanacional, que apareceu em 33,5 mil tuítes; e #moreastirano, em 4,9 mil postagens.

O grupo de perfis de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) controla 43,33% dos perfis e mobilizou 69,64% do total de interações, comparando o episódio com situações de países como Cuba, China e Coreia do Norte. A determinação do ministro foi vista entre eles como uma ameaça à democracia.

O grupo que conta com políticos de esquerda, celebridades e jornalistas críticos à gestão atual controla 17,64% dos perfis e respondeu por 11,12% das interações, nas quais defendeu razoabilidade na decisão de Moraes, visto que a plataforma teria descumprido decisões judiciais.

Composto por alguns influenciadores digitais e perfis de usuários comuns, outro grupo lamentou os inconvenientes do bloqueio do Telegram com relação ao acesso sobretudo a livros, filmes e séries. Eles respondem por 10,55% dos perfis e englobaram 5,10% das interações.

Por fim, um grupo de influenciadores e empresários conservadores (9,73% dos perfis) criticou a decisão de Moraes, interpretando o bloqueio como uma forma de prejudicar Jair Bolsonaro e seus apoiadores em ano eleitoral. Eles movimentaram 7% das interações.