Justiça extingue punição contra Edison Lobão e Sérgio Machado e rejeita denúncia contra empresários


MÔNICA BERGAMO
MÔNICA BERGAMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça reconheceu a prescrição e extinguiu a punibilidade do ex-senador e ex-ministro Edison Lobão e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado pelo crime de corrupção ativa.

Na mesma decisão, o juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal do Distrito Federal, rejeitou a denúncia contra os empresários Wilson Quintella Filho, Luiz Fernando Nave Maramaldo e Antonio Kanji Hoshikawa pelo mesmo crime. Ele considerou que as acusações feitas contra eles não ficaram comprovadas.

Quintella foi defendido pelo advogado Pierpaolo Bottini, e Edison Lobão foi representado pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

O magistrado manteve apenas uma denúncia contra o filho de Lobão, Márcio Lobão, pelo crime de lavagem de dinheiro. Outras três foram rejeitadas, bem como uma acusação sobre corrupção.

O advogado Almeida Castro afirma que um novo laudo da PF demonstra que o valor relativo à lavagem é bem menor do que o apresentado pelo Ministério Público e que "mesmo a denúncia recebida será rejeitada".

Os empresários eram acusados de oferecer propina a Lobão e a Machado para obter vantagens em contratos da Transpetro.

O magistrado considerou que a solicitação dos recursos partiu do órgão público e que os empresários não ofereceram os pagamentos nem solicitaram as vantagens indevidas.

As acusações tinham como base a delação premiada feita por Sérgio Machado. Em 2016, ele firmou acordo de colaboração e gravou uma série de políticos para provar que dizia a verdade.

Machado chegou a grampear suas próprias conversas com o ex-presidente José Sarney e com o ex-senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá.

Uma das frases ditas pelo senador Jucá a Machado ficou célebre. Na conversa, ele disse ao ex-presidente da Transperto que era necessário um acordo para derrubar Dilma Rousseff da Presidência e empossar Michel Temer. Só assim as investigações da Operação Lava Jato seriam estancadas.

Jucá afirmou que Temer construiria um pacto "com o Supremo, com tudo", para "estancar a sangria".

O PMDB, na época, era um dos principais alvos de investigação do Ministério Público Federal.

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