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m de leitura Atualizado em 21/01/2022, 12:59

Gestora americana compra cerca de R$ 5,9 bilhões em ações do Itaú

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

LUCAS BOMBANA
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com cerca de US$ 90 bilhões (R$ 487,4 bilhões) em ativos sob gestão, a gestora de recursos norte-americana GQG Partners adquiriu uma participação relevante correspondente a cerca de 5,23% das ações preferenciais do Itaú Unibanco em circulação no mercado.

De acordo com comunicado divulgado pelo banco na quinta-feira (20), a fatia adquirida equivale a aproximadamente 253,5 milhões de ações preferenciais negociadas na Bolsa de Valores brasileira, a B3.

Considerado o fechamento de R$ 23,29 dos papéis na quinta, o investimento da gestora no banco brasileiro correspondeu a um volume financeiro de aproximadamente R$ 5,9 bilhões.

Com o negócio, a GQG Partners deve se tornar a quarta maior acionista do banco, atrás de Itaú Unibanco Participações, Itaúsa e BlackRock.

"Trata-se de um investimento minoritário que não tem o objetivo de alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia", informou a gestora na correspondência enviada ao Itaú.

A gestora disse ainda não ter no momento a intenção de adquirir em nome dos clientes quaisquer ações adicionais de modo a adquirir o controle ou alterar a estrutura administrativa do banco.

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 6,779 bilhões no terceiro trimestre de 2021, o que correspondeu a um crescimento de 34,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados de agosto de 2021, a alocação da GQG Partners por meio de seus fundos de investimento em mercados emergentes somava cerca de US$ 25,9 bilhões (R$ 140,2 bilhões).

Entre as dez principais posições na carteira da estratégia dedicada a mercados emergentes da gestora americana no final do ano passado, se destacavam nomes como Petrobras, Unilever, Samsung e Heineken.

O peso do Brasil no portfólio de mercados emergentes era de aproximadamente 7,7%, com a liderança a cargo da Índia, com cerca de 27%, seguida pela Rússia com 16% e China com 14,5%.