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m de leitura Atualizado em 02/03/2022, 18:27

G7 tenta impedir que Rússia contorne sanções usando criptomoedas

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quarta-feira, 02 de março de 2022


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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Finanças alemão, Christian Lindner, disse nesta quarta-feira (2) que as potências do G7 estão estudando medidas para impedir que indivíduos e entidades russas alvos de sanções pela invasão da Ucrânia usem criptomoedas para contornar dispositivos de controle.

"Devemos tomar medidas para impedir que pessoas e instituições dessa lista usem criptomoedas que não são regulamentadas. Atuamos nesse sentido no âmbito da presidência alemã do G7", disse Lindner em comunicado.

Além do G7, a Comissão Europeia também estuda se criptoativos estão sendo utilizados para contornar as sanções, segundo um funcionário de alto escalão da União Europeia ouvido pela agência Reuters.

As compras de criptomoedas em rublos dispararam para níveis recordes desde que os Estados Unidos e seus aliados ocidentais lançaram um pacote de sanções para prejudicar a moeda e o setor bancário russos, levando o rublo a registrar queda histórica.

Os russos correram para os criptoativos na esperança de encontrar neles um valor de refúgio, como o bitcoin, que funciona em uma rede descentralizada. Nenhuma entidade central pode ser sancionada ou impedir que os usuários acessem essas criptomoedas.

A bolsa de criptomoedas Binance, no entanto, bloqueou contas de qualquer cliente russo alvo de sanções.

O ministro alemão não especificou quais medidas estão sendo consideradas para limitar o uso dessas moedas digitais.

A princípio, os governos poderiam pedir às plataformas que limitassem o acesso a determinados usuários, como a Ucrânia fez recentemente com contas russas.

O uso de criptomoedas para resistir a sanções econômicas não é novidade, em países como Irã ou Coreia do Norte, que também estão sujeitos a sanções econômicas, é comum.

Um funcionário graduado da UE disse à Reuters que o bloco está ciente de que os criptoativos são uma "possível rota de evasão" para evitar sanções.

A Comissão Europeia tem lido reportagens na imprensa e também tem recebido informações diretamente, disse o funcionário.

O representante da UE afirma que o aumento no valor de alguns desses ativos pode ser uma resposta às tentativas de contornar as sanções. Segundo ele, o tópico está sendo analisado, mas nenhuma decisão foi tomada.