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m de leitura Atualizado em 08/03/2022, 18:26

Encontro de mulheres com Bolsonaro, Arthur Lira e Paulo Guedes só tem homens convidados

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de março de 2022

MÔNICA BERGAMO
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) participará na próxima quinta-feira (10) de um encontro promovido pelo Grupo Voto para discutir a participação feminina na política. Na lista de palestrantes convidados, no entanto, há apenas homens.

São eles o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participam no mesmo dia de Bolsonaro, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que falará com o grupo na quarta-feira (9). No dia 15, elas se encontram com o vice-governador de SP, Rodrigo Garcia (PSDB-SP).

De acordo com a presidente do Grupo Voto, Karim Miskulin, a plateia do evento com Bolsonaro e os demais convidados será composta apenas por mulheres. "O objetivo maior é romper [com] os ciclos de poder masculino", diz sobre a iniciativa, idealizada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Miskulin e empresárias de diferentes setores serão recebidas por Bolsonaro no Palácio do Planalto, em Brasília, no período da manhã de quinta-feira. Já o almoço será realizado na companhia de Paulo Guedes, enquanto a janta terá a presença de Arthur Lira. O presidente da Câmara divulgou o evento em seu Instagram.

"Nós normalmente não temos acesso a estas autoridades", explica Miskulin sobre a escolha dos palestrantes. "Todos os grupos de poder político e econômico são masculinos (por enquanto)", afirma, em mensagem.

Karim Miskulin já realizou mais de um evento com a presença de Bolsonaro. Em novembro de 2020, ela reuniu 150 convidados em torno do presidente e de seis de seus ministros.

Em abril de 2021, o presidente voltou a prestigiar um evento do Grupo Voto, almoçando com 40 executivas em SP. Na ocasião, Bolsonaro disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não apita em política.

O Grupo Voto foi criado há 15 anos no Rio Grande do Sul. E diz ter a missão de, "independentemente de qual seja o governo, construir uma relação saudável entre os setores público e privado para, assim, ajudar a encontrar caminhos para fazer com que o Brasil seja mais competitivo, desburocratizado e consiga diminuir suas desigualdades sociais".