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m de leitura Atualizado em 03/03/2022, 21:34

Em novo aceno a Putin, Bolsonaro diz que russo 'vetou' questionamentos sobre soberania da Amazônia

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de março de 2022

RICARDO DELLA COLETTA
AUTOR autor do artigo

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (3) que Vladimir Putin "vetou" no passado discussões em fóruns internacionais que visavam a questionar a soberania brasileira na Amazônia. Em sua live semanal nas redes sociais, ele sugeriu que o gesto do líder russo Putin ajudou o país.

As declarações se dão em meio à guerra na Ucrânia, desencadeada após uma invasão militar ordenada por Moscou.

Embora o Itamaraty tenha apoiado resoluções na ONU que condenam a invasão, Bolsonaro tem evitado criticar Putin e já fez pronunciamentos vistos como simpáticos ao russo.

"Em pelo menos dois momentos, quando se discutia a questão climática —e nos quais alguns chefes de Estado quiseram discutir a soberania da Amazônia—, um deles, no caso o da Rússia, vetou aquela discussão e não se tocou mais no assunto. Ou seja, temos parceiros hoje em dia que nos ajudam nessas questões", disse o presidente. Ele não especificou a que líder se referia nem em que momento Putin agiu e de que forma.

Em 2019, Bolsonaro protagonizou um embate público com o presidente da França, Emmanuel Macron, que levantou a possibilidade de um estatuto internacional para proteger a Amazônia.

No domingo (27), ao falar sobre a guerra, o presidente brasileiro discordou da palavra massacre dita por uma jornalista durante uma entrevista e ironizou o fato de o ucraniano Volodimir Zelenski ter trabalhado como comediante. As falas geraram apreensão entre diplomatas dos EUA e aliados, que tentam aplicar uma estratégia de isolamento diplomático contra Putin.

Nesta quinta, Bolsonaro voltou a dizer que o Brasil segue com uma posição "de equilíbrio" diante do conflito. "Muita gente questiona que eu tenho que ter uma posição mais firme de um lado ou do outro. Nós temos negócios com os dois países, não temos a capacidade de resolver esse assunto", disse. "Nós torcemos pelo fim do conflito, somos da paz. Temos que ter muita responsabilidade nessas questões. Não podemos, ao buscar solução para um problema lá fora, trazer um problema maior para o nosso solo pátrio aqui", completou.