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m de leitura Atualizado em 10/03/2022, 18:02

Eduardo Leite diz avaliar candidatura presidencial e que decisão virá em breve

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de março de 2022

RAFAEL BALAGO
AUTOR autor do artigo

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse nesta quinta (10) que segue debatendo a possibilidade de se candidatar à Presidência e que a decisão sobre isso virá nas próximas semanas.

"Temos de contribuir para criar uma alternativa ao país. Muitas pessoas pensam que eu poderia contribuir sendo candidato nesta eleição. Estou discutindo a possibilidade de candidatura, mas isso não deve ser uma decisão pessoal", disse o tucano.

"Uma candidatura presidencial precisa ter mais condições para ser apoiada", completou Leite, em um evento do think tank Atlantic Council, em Washington, após ser questionado sobre seu futuro político.

"Estaremos discutindo isso nas próximas semanas também porque a lei eleitoral no Brasil demanda que eu renuncie ao mandato de governador até o fim de março [caso queira concorrer]. Então, estamos com pressa", prosseguiu.

Leite recebeu um convite recente para se filiar ao PSD. Nesta quarta (09), Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, desistiu da candidatura ao Planalto. Com isso há mais espaço para que o governador do RS se candidate pelo PSD, caso mude de legenda.

Leite disse que pode levar também membros do PSDB na candidatura.

"Ao disputar as primárias, criamos um grupo e eu tenho discutido com eles quais serão nossos próximos passos. Vamos fazer isso juntos? Quem virá junto se tomarmos esse próximo passo?", questionou.

"Então isso será uma prioridade para mim quando voltar ao Brasil. E isso [o debate] está acontecendo agora, pelo WhatsApp", afirmou, apontando para o celular.

O governador gaúcho disputou as prévias presidenciais do PSDB, mas perdeu a indicação para João Doria, governador de São Paulo. Na conversa desta quinta-feira, ele atribuiu a derrota ao fato de o estado de São Paulo ter maior população do que o RS e, assim, gerar mais visibilidade a Doria.

"Algumas pesquisas têm mostrado que eu tenho uma posição melhor [na corrida eleitoral] do que ele [Doria]. Eu respeito ele e a decisão do partido, mas o que está sendo mostrado é que nós podemos ter uma condição melhor para discutir uma alternativa com as pessoas", afirmou.

Na conversa com o Atlantic Council, Leite fez uma defesa enfática da necessidade de uma terceira via nas eleições no Brasil e de reformas no Estado para reduzir impostos.

"Muitos eleitores de Lula mais rejeitam Bolsonaro do que querem Lula de volta. E eu diria a mesma coisa sobre Bolsonaro contra Lula. Então, muitas pessoas pensam que o antagonista de Lula é Bolsonaro, mas ainda não sabem que haverá outros nomes na disputa", afirmou.

"Estou trabalhando pessoalmente para que haja uma alternativa nesta eleição, para que o país possa ter um ambiente político mais pacífico."

Na área econômica, o governador defendeu mais reformas para reduzir impostos e aumentar a competitividade entre as empresas. No entanto, avaliou que o cenário político atual dificulta o avanço de medidas nesse sentido.

"Estamos passando por momentos difíceis na democracia pelo mundo, e não é diferente no Brasil. Mas no país, onde temos desigualdades profundas na economia, o populismo da direita e da esquerda se torna ainda mais forte", criticou.

O governador realiza uma viagem aos Estados Unidos nesta semana, em uma agenda cheia de eventos com investidores, empresários, centros de pesquisa e universidades, entre outros.

Na quarta (9), ele foi recebido na embaixada do Brasil em Washington pelo embaixador Nestor Forster. Sua agenda na capital também incluiu visitas à OEA (Organização dos Estados Americanos), à associação empresarial US Chamber of Commerce e às empresas AES e Amazon Web Services. Antes, esteve também em Nova York.