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m de leitura Atualizado em 17/03/2022, 09:59

Diretor-geral da PF troca comando de setor que investiga Bolsonaro

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de março de 2022

MARIANNA HOLANDA
AUTOR autor do artigo

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O novo diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes, oficializou nesta quinta-feira (17) a troca do diretor de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.

Conforme publicado no "Diário Oficial da União", Luís Flávio Zampronha deixa o cargo e assume o delegado Caio Rodrigo Pellim, que era superintendente da PF do Ceará. A mudança foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo no último dia 3.

A Dicor é uma das áreas mais sensíveis da polícia. A ela está vinculada a equipe responsável por inquéritos que miram políticos que estão no cargo, incluindo o presidente da República.

Uma das investigações apura se Jair Bolsonaro interferiu no comando da PF para proteger parentes e aliados, suspeita levantada pelo ex-ministro da Justiça e presidenciável Sergio Moro (Podemos).

Hoje, o presidente é alvo de quatro inquéritos em andamento na polícia. O chefe do Executivo demonstrou insatisfação com o trabalho da PF em diversas ocasiões.

Zampronha estava à frente da diretoria desde abril do ano passado, quando Paulo Maiurino assumiu como diretor-geral.

O novo diretor-geral também trocou o diretor de Gestão de Pessoal da PF, Oswaldo Paiva da Costa Gomide. Assume agora Mariana Paranhos Calderon.

Na edição desta quinta do Diário Oficial também saiu a cessão de Maiurino da PF para o Ministério da Justiça. No momento de sua demissão, foi convidado para ser secretário Nacional de Políticas sobre Drogas e sua nomeação deve sair nos próximos dias.

A PF convive com uma série de mudanças desde o início do governo Bolsonaro. Márcio Nunes é o quarto diretor-geral em menos de 40 meses.

Na área de corrupção, a polícia registrou uma queda brusca de prisões no âmbito de operações nos últimos meses.

DIRETORES PF NO GOVERNO BOLSONARO

Maurício Valeixo

Indicado pelo então ministro Sergio Moro, ficou no cargo de janeiro de 2019 até abril de 2020, quando Moro pediu demissão. O delegado era um conhecido investigador na PF e foi o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado durante a Operação Lava Jato. Também foi superintendente no Paraná

Alexandre Ramagem

Chegou a ser indicado por Jair Bolsonaro, mas teve a nomeação barrada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Rolando de Souza

Após o problema com o STF, Souza foi indicado por Ramagem para ocupar o cargo e nomeado por Jair Bolsonaro. Ele ficou entre maio de 2020 até abril de 2021

Paulo Maiurino

O delegado foi indicado por Jair Bolsonaro em abril de 2021. Sem passagens por cargos importantes na PF, Maiurino chegou ao posto pelo bom trânsito político. Ele foi chefe da segurança do STF na gestão de Dias Toffoli

Márcio Nunes

Nomeado em fevereiro era o secretário-executivo do Ministério da Justiça. Foi indicado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres. De perfil discreto, o delegado passou por quase todos os níveis hierárquicos dentro da PF. Foi chefe de delegacia, de setor, de divisão e, antes de assumir o cargo na Justiça, era superintendente no Distrito Federal