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m de leitura Atualizado em 18/03/2022, 11:40

De cocar, Bolsonaro ganha medalha e diz querer que índios se sintam iguais

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de março de 2022

LUCAS VALENÇA
AUTOR autor do artigo

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BRASÍLIA, DF (UOL-FOLHAPRESS) - Ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres, e usando cocar, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu nesta sexta-feira (18) a medalha do Mérito Indigenista, que condecora brasileiros que deram alguma contribuição à causa indígena. O mandatário, porém, defende o uso econômico das terras indígenas e já disse que eles são "pobres coitados".

Em seu discurso, o presidente disse que o governo está "comprometido" em fazer com que os indígenas se "sintam iguais".

"Estamos comprometidos, cada vez mais, a nos transformarmos em iguais. Isso não tem preço. O que sempre quisemos foi fazer com que vocês se sentissem exatamente como nós", disse o presidente ao discursar no evento.

Em 2014, enquanto exercia mandato de deputado federal, Bolsonaro havia dito que os indígenas precisavam ser "integrados à sociedade".

Desde que tomou posse no Planalto, em janeiro de 2019, o presidente não reconheceu uma única terra indígena, mas defende constantemente a exploração dos territórios protegidos por lei.

Hoje condecorado, o chefe de Estado também já foi denunciado duas vezes pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) pela prática de "política anti-indígena".

MINISTRO DEFENDE MEDALHA AO PRESIDENTE

Ao defender o ato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, afirmou que as críticas contra o presidente e a atual gestão sobre como lidam com os povos indígenas são injustificadas.

"É extremamente leviano quem diz que há nesse governo desmonte das ações para assegurar os direitos dos povos indígenas", declarou.

Criada em 1972, a homenagem concedida a Bolsonaro hoje é dada como "reconhecimento pelos serviços relevantes em caráter altruísticos, relacionados com o bem-estar, a proteção e a defesa das comunicações indígenas".

Já foram condecorados pela honraria o sociólogo Darcy Ribeiro, o primeiro deputado federal indígena Mário Juruna, e o cacique Raoni.