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m de leitura Atualizado em 28/02/2022, 12:05

Corpo de Bombeiros interdita Circo Voador, no Rio de Janeiro

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

MATHEUS ROCHA
AUTOR autor do artigo

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Corpo de Bombeiros interditou neste domingo (27) o Circo Voador, uma das casas de show mais tradicionais do Rio de Janeiro.

A interdição aconteceu porque o certificado de vistoria anual do estabelecimento está vencido desde março de 2020. O documento é emitido pela Diretoria Geral de Diversões Públicas, departamento ligado ao Corpo de Bombeiros.

A corporação diz em nota que intensificou desde a última sexta-feira (25) a fiscalização de imóveis. "O objetivo é assegurar a segurança da população que vai aproveitar o Carnaval em locais que promovam festas e bailes."

Antes da interdição, o Circo Voador havia anunciado três eventos para comemorar o Carnaval. O primeiro deles estava previsto para acontecer na quarta-feira de cinzas com a apresentação do Bloco do Me Enterra. Já o último evento seria realizado no sábado (5), com a apresentação da bateria do Salgueiro e do bloco Quizomba.

A reportagem entrou em contato com o estabelecimento, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

Fundado em 1982, o Circo Voador é uma das casas de espetáculo mais emblemáticas da capital fluminense. Localizado na Lapa, região boêmia da cidade, o espaço serviu de palco para o rock brasileiro dos anos 1980. Passaram por lá bandas como Legião Urbana, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso.

Em 1996, o espaço foi fechado por determinação da prefeitura. À época, Luiz Paulo Conde foi comemorar no estabelecimento sua vitória na eleição para a prefeitura. Chegando lá, foi ofendido por frequentadores do espaço. Aliado de Conde, o então prefeito César Maia decidiu cancelar a concessão que mantinha a lona aberta. O Circo Voador só voltou a abrir em 2004.

O Corpo de Bombeiros aumenta o cerco na fiscalização em meio ao desfile de blocos irregulares pela cidade. Apesar da proibição, diversos grupos se reúnem e fazem a festa parados ou saem pela cidade desde a noite de sexta (25), mesmo observados por policiais e guardas municipais.

O clima é de improviso, com músicos que se juntam nas ruas e foliões circulando entre um bloco e outro, seguindo informações nas redes sociais. Sem estrutura de banheiros, esquema especial de limpeza ou cadastramento de ambulantes, têm deixado as ruas da região central com lixo e urina.