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m de leitura Atualizado em 26/03/2022, 10:32

Combates se intensificam em Mariupol em dia de reunião de Biden com ministros ucranianos

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sábado, 26 de março de 2022


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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Joe Biden, reuniu-se neste sábado (26) em Varsóvia com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, e com o ministro da Defesa, Oleksi Reznikov, em seu primeiro encontro presencial com autoridades ucranianas do primeiro escalão desde o início da guerra.

Biden se sentou em uma longa mesa branca ao lado do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e do secretário de Defesa, Lloyd Austin, e em frente às autoridades da Ucrânia.

Na reunião, os Estados Unidos expressaram "compromisso inabalável com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

Kuleba relatou a repórteres que os EUA prometeram mais ajuda e cooperação com a defesa e a segurança da Ucrânia. Ele afirmou também que o grupo discutiu em detalhes o caso de Mariupol.

Neste sábado, o prefeito da cidade portuária destruída pelos russos disse que há combates nas ruas e que a situação continua crítica. A vice-primeira-ministra do país, Irina Vereshchuk, anunciou que 100 mil civis ainda precisam ser retirados de Mariupol.

Em um anúncio na TV nacional, ela também afirmou que houve um acordo para o estabelecimento de dez corredores humanitários para evacuar civis de vilas e cidades mais atingidas por combates.

Segundo Vereshchuk, a única forma de sair de Mariupol é em carros particulares, já que as forças russas não deixam ônibus passar por seus postos de controle. A Ucrânia e a Rússia têm se acusado mutuamente pelas falhas em estabelecer corredores humanitários nas últimas semanas.

Neste sábado, Biden também deve se encontrar com o presidente polonês Andrzej Duda e fará um discurso afirmando que o "mundo livre" se opõe à invasão da Ucrânia pela Rússia e que há unidade entre as principais economias sobre a necessidade de deter Vladimir Putin.

Segundo a Casa Branca, em seu discurso, o americano "fará comentários sobre os esforços unidos do mundo livre para apoiar o povo da Ucrânia, responsabilizar a Rússia por sua guerra brutal e defender um futuro enraizado em princípios democráticos".

Biden e Duda se reunirão em particular e devem discutir como armar a Ucrânia com aviões de guerra e dar outras garantias de segurança ao país.

Buscando evitar um conflito direto com a Rússia, Washington rejeitou no início deste mês uma oferta surpresa da Polônia de transferir caças MiG-29 fabricados na Rússia para uma base dos EUA na Alemanha, que seriam usados para reabastecer a força aérea da Ucrânia.

Agora, a Polônia quer acelerar a compra de mísseis Patriot fabricados nos EUA, caças F35 e tanques para sua própria segurança e buscar garantias sobre os compromissos da Otan de defender seus membros.

Também está na agenda de Biden para este último dia na Polônia uma visita a refugiados ucranianos -o país é a principal porta de entrada dos que escapam da guerra e já recebeu mais de 2 milhões de pessoas nessa situação, a maioria mulheres e crianças.

Em sua visita à Europa, Biden realizou três dias de reuniões de emergência com aliados do G7, da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Na Polônia desde a sexta-feira (25), ele encontrou soldados americanos que integram os batalhões da Otan.

A invasão da Ucrânia por Putin em 24 de fevereiro, que a Rússia chama de "operação especial", testou a promessa de Biden, ao assumir o cargo no ano passado, de confrontar autocratas, incluindo o presidente russo e o líder chinês Xi Jinping.

Enquanto isso, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, fez um discurso por videoconferência em um fórum de políticos e empresários em Doha, no Qatar, acusando a Rússia de encorajar uma perigosa corrida armamentista ao exibir suas armas nucleares após a invasão que começou em 24 de fevereiro.

Zelenski abordou a dependência energética de muitos países em relação à Rússia e pediu ao Qatar que aumente sua produção de gás natural para evitar uma "chantagem dos russos".

As forças russas assumiram o controle da cidade de Slavutich, onde vivem os trabalhadores da usina nuclear desativada de Tchernóbil, disse o governador da região de Kiev, Oleksandr Pavliuk.

Em um comunicado online, Pavliuk afirmou que tropas russas ocuparam o hospital da cidade e sequestraram o prefeito.

A Reuters não pôde verificar os relatórios de forma independente.

Na sexta-feira, a Ucrânia disse que suas tropas repeliram um primeiro ataque de tropas russas que se aproximavam de Slavutich.