Com avanço da vacinação, Itaú passa a ver crescimento de 5,5% do PIB e dólar a R$ 4,75 neste ano


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Itaú prevê um crescimento maior da economia brasileira com o avanço na vacinação contra a Covid-19. Nesta quinta-feira (10), o banco ampliou de 5% para 5,5% a expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, incorporando o resultado acima do esperado no primeiro trimestre. Para 2022, o Itaú continua esperando desaceleração do crescimento, com alta de apenas 1,8% no PIB.

O banco vê um retorno à normalidade econômica já no quarto trimestre de 2021.

"Em particular, esperamos que toda a população acima de 18 anos esteja com a primeira dose aplicada em novembro", diz Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, no novo relatório de projeções macroeconômicas do banco.

"Apesar da dependência da chegada de insumos e imunizantes prontos do exterior, que geram periódicos gargalos de curto prazo, há cerca de 600 milhões de vacinas compradas com previsão de entrega até o fim do ano, frente a uma população acima de 18 anos de 158 milhões de pessoas."

De acordo com o economista, o principal risco é o surgimento de variantes que afetem a eficácia das vacinas aplicadas no Brasil.

"No curto prazo, há um novo aumento de casos e hospitalizações, mas a vacinação já gera benefícios, e o impacto para a economia tende a ser menor, como observado na segunda onda".

Além de menos mortes por infectados, o banco vê a economia mais bem adaptada à pandemia.

"Assim sendo, novas rodadas de restrição à mobilidade podem ter impactos modestos, semelhantes ao ocorrido entre março e abril deste ano."

O Itaú também revisou as projeções de déficit primário para 2,0% e 1,0% do PIB (ante 2,8% e 2,0%), e dívida bruta para 81,9% e 81,6% do PIB em 2021 e 2022 (ante 84,1% e 84,5%), respectivamente.

Para o dólar, o banco espera R$ 4,75 no final de 2021 (ante R$ 5,30) e R$ 5,10 no final de 2022 (ante R$ 5,50).

"A elevação da Selic e os preços de commodities mais altos, somados à melhora da atividade e seus efeitos positivos sobre as contas públicas, são forças importantes para apreciação da moeda."

A inflação projetada par este ano foi elevada para 5,6% (ante 5,3%), incorporando os efeitos de uma recuperação mais intensa neste ano e preços de commodities agrícolas ainda em patamares elevados.

"O hiato menor (resultante do crescimento mais forte) pressiona a inflação. De forma a conter os riscos de propagação da inflação mais alta para 2022, o Copom deve elevar a taxa Selic para 6,00%. ao final de 2021 (ante 5,50%). Projetamos inflação em 3,6% em 2022, próxima da meta, com o impacto da revisão de atividade sendo compensado pelos efeitos da Selic mais alta e do câmbio mais apreciado.

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