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Carne brasileira é alvo de protecionismo e desinformação nos EUA, diz CNA

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de novembro de 2021

MAURO ZAFALON E ANELISE GONÇALVES
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP, RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Produtores nos Estados Unidos adotam postura protecionista em relação à carne brasileira ou estão desinformados sobre a qualidade desse produto. A afirmação é da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em resposta ao pedido NCBA, a poderosa federação dos produtores norte-americanos, para impedir a entrada de carne brasileira no país

Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), a CNA afirma que o Brasil cumpriu todos os trâmites da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) para tratar dos dois casos atípicos de vaca louca no país e não há embasamento técnico para a restrição defendida pela NCBA (Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos).

A tentativa de boicote do produto brasileiro foi antecipada pela coluna Vaivém das Commodities do jornal Folha de S.Paulo.

Para impedir a importação, a NCBA alega que o Brasil não tem agilidade para comunicar problemas sanitários à OIE. A entidade cita os dois casos atípicos de vaca louca que ocorreram em Minas Gerais e em Mato Grosso.

Segundo a CNA, graças ao trabalho do governo brasileiro, o país tem forte sistema de defesa sanitária status e é zona livre de doenças como a febre aftosa.

"O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, comercializando o produto in natura para mais de 100 países. Esse número reforça afirmativa de que cumprimos todas as exigências sanitárias firmadas pelos países que importam nosso produto."

A CNA afirma ainda que nunca houve nenhum caso típico de vaca louca, diferente dos EUA, que apresentaram três casos da doença em 2003, 2005 e 2012.

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