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m de leitura Atualizado em 27/02/2022, 12:06

Cariocas lotam bares para curtir noite e madrugada no Carnaval

PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de fevereiro de 2022

BIANCA OLIVEIRA
AUTOR autor do artigo

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - No entorno de bares da Lapa, Santo Cristo -na região central do Rio-, Leblon e Copacabana, na zona sul, centenas de pessoas estavam em pé, com muito glitter e com um copo na mão, entre a noite de sábado (26) e a madrugada deste domingo (27).

No meio da alegria do Carnaval, era raro ver alguém com máscara ou distanciamento social, proteção essencial no combate à Covid-19.

O professor de educação física Thiago Corrêa, 36, diz que só se sentiu seguro em cair na folia porque o número de vacinados contra a doença estava alto.

Para ele, o Carnaval é a melhor época do ano e, mesmo não tendo o evento tradicional, com escolas de samba e blocos de rua, o período "é o momento de extravasar".

Assim como Corrêa, um grupo de estudantes universitárias disse à Folha que a expectativa era grande para a folia neste ano, ainda que não nos moldes do que ocorria até 2020.

No início do ano, houve um salto expressivo de casos do novo coronavírus por conta da circulação da variante ômicron.

Por isso, o prefeito Eduardo Paes suspendeu os blocos de rua, permitindo somente festas, shows, bailes e eventos privados.

Para a estudante Rebeca Oliveira, 23, as pessoas estão dispostas a pagar ingressos caros só para matarem a saudade.

"Cheguei na entrada e estavam cobrando R$ 200, isso é um absurdo. Com esse valor fazemos compras no mercado. E as pessoas estão pagando em um bloco que antes iam de graça na rua. O Carnaval, que era para ser algo saudável, está sendo privatizado", disse.

Além dos blocos de rua, escolas de samba também fizeram festas fechadas. A Mangueira, por exemplo, planejou eventos como ensaios na quadra da escola de samba onde os preços variaram de R$ 40 a R$ 1,2 mil.

Segundo a prefeitura, as festas pagas podem exigir o comprovante da vacina contra a Covid, diferentemente dos blocos de rua.