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m de leitura Atualizado em 16/03/2022, 16:35

Caminhão de feira de arte danifica escultura do MAM no parque Ibirapuera

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de março de 2022

CAROLINA MORAES
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um veículo da produção da ArtSampa, nova feira de arte de São Paulo que começa nesta quarta-feira (16) na Oca, no parque Ibirapuera, passou por cima de uma escultura do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM.

A obra, de 1990, foi feita pelo artista Carlos Fajardo e fica no jardim de esculturas do museu, numa área externa no parque com trabalhos do acervo da instituição cultural. A gerência do espaço em si é da empresa Urbia.

Parte das 30 esculturas que estão nessa área, que se estende da frente do MAM até a marquise, está dentro da própria estrutura da feira. A obra de Fajardo, no entanto, estava numa área de manobra da produção.

Segundo a própria ArtSampa, o museu não enviou o mapa completo das esculturas e, por isso, a obra, que fica no chão, acabou sendo danificada. Caso soubessem, afirmam, eles teriam feito uma sinalização para a produção. Depois do acidente, que aconteceu nesta madrugada, eles cercaram o trabalho para isolar a peça com fitas plásticas.

A feira também afirma que vai arcar com o restauro do trabalho a partir da avaliação do restaurador do museu.

O MAM de São Paulo, aliás, é um dos participantes da nova feira. O estande do museu é voltado à produção da nova edição de seu Clube de Colecionadores, com obras dos artistas Alex Flemming, Gabriela Albergaria e Xadalu Tupã Jekupé, e trabalhos de edições anteriores.

A ArtSampa é comandada por Brenda Valansi, fundadora da ArtRio. "Vir para São Paulo sempre esteve no nosso planejamento. Uma empresa carioca vir para cá é uma expansão importante", disse ela, sobre os preparativos da feira.

Isso porque, segundo Valansi, chegar à capital paulista amplia a divulgação da marca para atingir novos públicos e é também um chamariz para patrocinadores, que contam com duas praças.

Com estandes de até 60 metros quadrados, a feira apresentará, por exemplo, obras para o centenário de Nelson Leirner, trabalhos digitais vendidos com NFT e uma curadoria especializada em videoarte.

"Quis trazer espaços em que o público possa entender o trabalho do artista, ou por que aquele determinado nome está sendo homenageado, para que a feira, de alguma maneira, passasse mais conteúdo às pessoas", disse ainda Valansi.

Procurados, a Urbia e o MAM não se posicionaram sobre o ocorrido até a publicação da reportagem.