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m de leitura Atualizado em 16/03/2022, 13:28

Caminhão de feira de arte danifica escultura do MAM no parque Ibirapuera

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de março de 2022

CAROLINA MORAES
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um veículo da produção da ArtSampa, nova feira de arte de São Paulo que começa nessa quarta (16) na Oca, no parque Ibirapuera, passou por cima de uma escultura do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM.

A obra, de 1990, foi feita pelo artista Carlos Fajardo e fica no Jardim de Esculturas, numa área no parque que é comandada pela instituição cultural.

Parte das 30 esculturas que estão nessa área, que se estende da frente do MAM até a marquise, está dentro da própria estrutura da feira. A obra de Fajardo, no entanto, estava numa área de manobra da produção.

Segundo a própria ArtSampa, o museu não enviou o mapa completo das esculturas, e por isso a obra, que fica no chão, acabou sendo danificada. Caso soubessem, afirmam, eles teriam feito uma sinalização para produção. Depois do acidente, que aconteceu nesta madrugada, eles cercaram o trabalho para isolá-lo com fitas.

A feira também afirma que vai arcar com o restauro do trabalho a partir da avaliação do restaurador do museu.

O MAM de São Paulo, aliás, é um dos participantes da nova feira. O estande do museu é voltado à produção da nova edição de seu Clube de Colecionadores, com obras dos artistas Alex Flemming, Gabriela Albergaria e Xadalu Tupã Jekupé, e trabalhos de edições anteriores.

A ArtSampa é comandada por Brenda Valansi, fundadora da ArtRio. "Vir para São Paulo sempre esteve no nosso planejamento. Uma empresa carioca vir para cá é uma expansão importante", disse ela a esta repórter em entrevista sobre os preparativos da feira.

Isso porque, segundo Valansi, chegar à capital paulista amplia a divulgação da marca para atingir novos públicos e é também um chamariz para patrocinadores, que contam com duas praças.

Com estandes de até 60 metros quadrados, a feira apresentará, por exemplo, obras para o centenário de Nelson Leirner, trabalhos digitais vendidos com NFT e uma curadoria especializada em videoarte.

"Quis trazer espaços em que o público possa entender o trabalho do artista, ou por que aquele determinado nome está sendo homenageado, para que a feira, de alguma maneira, passasse mais conteúdo às pessoas", disse ainda Valansi.