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m de leitura Atualizado em 24/03/2022, 12:37

Caixa reduz juro do crédito imobiliário em linha atrelada à poupança

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de março de 2022

ANA LUIZA TIEGHI
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em evento organizado pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) nesta quinta (24), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou redução na taxa de financiamento imobiliário do banco na linha atrelada à poupança.

A partir de segunda (28), a taxa passa de 2,95% ao ano para 2,8% ao ano, mais o rendimento da poupança e TR. Com o atual rendimento da aplicação, isso equivale a uma taxa final de 8,97% ao ano, acrescida de TR.

A linha de crédito tradicional da Caixa, com taxa fixa atrelada à TR, hoje começa em 8,2% ao ano, mas a média fica em 8,9% ao ano, segundo levantamento da plataforma de crédito MelhorTaxa. Dessa forma, as duas linhas passam a ter valores similares.

No entanto, os juros da linha atrelada à poupança podem mudar quando a Selic ficar novamente abaixo de 8,5% ao ano, o que altera o rendimento da aplicação.

O presidente do banco também anunciou o início da redução da taxa de crédito imobiliário pelo programa Casa Verde e Amarela para famílias que ganham de R$ 2.001 a R$ 2.400, o que já havia sido aprovado pelo Conselho Curador do FGTS na última semana.

A redução é de 0,5 ponto percentual. Para famílias do Norte e Nordeste, a taxa passa a ser de 4,25% ao ano, enquanto famílias das demais regiões pagam taxa de 4,5%.

Os novos valores começam a valer em 12 de abril. Essas pessoas serão incluídas no grupo 1 do programa, em vez da atual classificação no grupo 2.

"Isso ainda não é suficiente [para resolver problema habitacional], mas é um passo", diz Guimarães.

Segundo ele, o orçamento para oferta de crédito no Casa Verde e Amarela subiu 20% neste ano.

O banco projeta que R$ 160 bilhões serão usados em 2022 para financiamento imobiliário, no SBPE, com recursos da poupança, e no Casa Verde e Amarela, com fundos do FGTS, aumento de 13,5%.

Cerca de R$ 100 bilhões serão destinados aos financiamentos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).