Brasil já registra 122 casos e cinco óbitos da variante delta


MÔNICA BERGAMO
MÔNICA BERGAMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil soma ao menos 122 casos da variante delta do novo coronavírus nesta terça-feira (20), de acordo com o Ministério da Saúde. Entre eles, foram contabilizados pela pasta cinco óbitos em decorrência da nova cepa —um no estado do Maranhão e quatro no Paraná.

Na segunda-feira (19), o país registrava 110 casos da variante delta, identificada originalmente na Índia.

Do total de casos notificados ao Ministério da Saúde, seis foram registrados no navio que esteve na costa do Maranhão, um em Minas Gerais, 13 no Paraná, dois em Goiás, três em São Paulo, dois em Pernambuco, 87 no Rio de Janeiro, cinco em Santa Catarina e três no Rio Grande do Sul.

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, no entanto, anunciou nesta terça que já tem oito casos da variante delta.

"A pasta esclarece que os casos e seus respectivos contatos são monitorados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde (CIEVS) locais, conforme orientação do Guia Epidemiológico da Covid-19. O Ministério da Saúde segue em investigação de casos da variante quanto à transmissão nos estados", diz a pasta em nota enviada à reportagem.

"O ministério reforça que tem orientado estados e municípios sobre todas as ações necessárias, como intensificar o sequenciamento genômico das amostras positivas para a Covid-19 e a vigilância laboratorial, rastreamento de contatos, isolamento de casos suspeitos e confirmados, notificação imediata e medidas de prevenção em áreas de suspeita de circulação de variantes", segue.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante delta já está presente em mais de 111 países. Pesquisas indicam que ela apresenta nível de transmissibilidade cerca de 50% maior do que as linhagens anteriores do vírus. E que as vacinas usadas hoje contra a Covid-19 têm menor resposta neutralizante nesta cepa.

No Brasil, a delta foi identificada em maio, no Maranhão, seguido do Rio de Janeiro e, no dia 5 de julho, em São Paulo. O caso paulista foi o primeiro com indícios de transmissão comunitária, ou seja, por pessoas que não viajaram ao exterior.

As características da variante têm levado países como Chile e Reino Unido a planejar um novo ciclo vacinal em sua população.

Na segunda (19), o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que um novo ciclo de vacinação contra o coronavírus será iniciado em 17 de janeiro de 2022 no estado.

Índices melhores da pandemia de Covid-19 e o consequente afrouxamento de regras de circulação nas últimas semanas têm provocado um aumento de aglomerações de pessoas, acendendo um alerta em autoridades diante do aumento de casos registrados da nova cepa do coronavírus pelo país. ​

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