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m de leitura Atualizado em 16/03/2022, 14:00

Bolsas sobem com apoio da China a mercado e otimismo sobre Ucrânia

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de março de 2022

CLAYTON CASTELANI
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia em que altas dos juros deverão ser anunciadas no Brasil e nos Estados Unidos, investidores estão preferindo ver o copo meio cheio. Notícias sobre a decisão da China de lançar um pacote de estímulos econômicos e avanços nas negociações para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia fazem subir as principais Bolsas de Valores ao redor do mundo.

Às 12h15, o Ibovespa subia 1,60%, a 110.698 pontos, recuperando-se parcialmente de quatro quedas consecutivas. O dólar comercial recuava 0,71%, a R$ 5,1240.

Os principais índices de ações globais também refletiam o otimismo. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançavam 1,06%, 1,73% e 2,68%, respectivamente.

Na Europa, o indicador Euro Stoxx 50, que acompanha 50 das principais empresas localizadas em países que têm o euro como moeda, disparava 4,52%. As Bolsas de Paris e Frankfurt saltavam 4,26% e 3,78%. Londres subia 1,62%.

Rússia e Ucrânia avançaram nas negociações para chegar a um cessar-fogo na invasão promovida por Vladimir Putin no país vizinho, apesar da continuidade dos ataques russos em Kiev e em outras cidades ucranianas.

O presidente ucraniano, o acuado Volodimir Zelenski, disse nesta quarta (16) que "as negociações já soam mais realistas". O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que há esperança de que a Ucrânia rejeite definitivamente a possibilidade de adesão à Otan (a aliança militar ocidental), principal exigência de Moscou para acabar com a guerra.

O conflito no leste europeu, que completará três semanas nesta quinta (17), vem provocando baixas nos mercados de ações. O principal temor é o agravamento da inflação global devido à escassez de petróleo. A Rússia, que é uma das principais produtoras, está proibida de exportar a matéria-prima para os estados unidos.

Nesta quarta, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 98,40 (R$ 504,87), uma queda de 1,51%. Na véspera, a commodity fechou abaixo dos US$ 100 pela primeira vez em 11 sessões.

Apesar da disparada do petróleo às maiores cotações em 14 anos nas últimas três semanas estar diretamente ligada à guerra na Ucrânia, foram os surtos de Covid na China que provocaram um tombo de mais de 10% na cotação internacional do nos últimos dois dias.

O setor teme que novas paralisações das atividades econômicas para a contenção do vírus na China prejudiquem as cadeias de abastecimento, a exemplo do ocorrido no início da pandemia.

Nesta quarta, porém, as notícias sobre a China são animadoras para o mercado. O Conselho de Estado de Pequim prometeu ações para manter a estabilidade dos mercados. A possibilidade de injeção de estímulos turbinou as principais bolsas da Ásia.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro, o índice de referência da Bolsa de Valores brasileira já recuou 1,09%.

A Bolsa de Hong Kong encerrou a sessão com alta de 9,08%. O principal índice das empresas de Xangai e Shenzhen saltou 4,32%. Em Tóquio, o índice Nikkei ganhou 1,64%.

Na parte negativa do noticiário econômico, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) deverá anunciar nesta quarta uma alta de 0,5 ponto percentual na sua taxa de juros. É a primeira vez que a taxa de referência dos Estados Unidos será elevada desde o início da pandemia, período em que permaneceu praticamente zerada.

A medida tem potencial para tirar liquidez dos mercados de ações e elevar as taxas de câmbio em países de economia emergente, como é o caso do Brasil. Clique aqui para entender como a alta dos juros nos EUA podem afetar a economia brasileira.

No Brasil, o Copom decide também nesta quarta para quanto vai a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano. Analistas avaliam que a elevação será de, no mínimo, 1 ponto percentual.

O mercado ainda deverá lidar nesta quarta com a ameaça de um calote da Rússia. O país tem o seu primeiro vencimento de títulos desde que teve seus ativos no exterior congelados por sanções internacionais.