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m de leitura Atualizado em 24/02/2022, 16:32

Bolsas globais caem e dólar sobe após Rússia atacar Ucrânia

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022


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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bolsas em todo o mundo afundam nesta quinta-feira (24), enquanto as cotações do dólar, ouro e petróleo saltam após tropas russas deslancharem um ataque contra a Ucrânia.

Em comunicado pouco antes das 5h (23h no Brasil), o presidente Vladimir Putin disse que anunciou uma operação militar para "proteger a população do Donbass", a região do leste do vizinho na qual ele reconheceu áreas rebeldes pró-Rússia na segunda (21).

No principal mercado do planeta, os principais índices de ações negociados em Nova York caíam a partir de um patamar que já estava rebaixado pela expectativa um política monetária mais rígida, com elevação de juros, para a contenção da maior inflação em quatro décadas. Às 12h33, Dow Jones e Nasdaq recuavam 2,19% e 1,15%, respectivamente.

Referência da Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 recuava 1,30%. Na última terça-feira (22), o indicador já havia atingido uma baixa de 10% em relação à sua pontuação recorde alcançada em 3 de janeiro deste ano. Quando um indicador recua a partir dessa porcentagem em relação ao seu nível mais alto, ele entra na chamada "zona de correção".

É a primeira vez que isso ocorre desde fevereiro de 2020, quando notícias de que a Covid resultaria em uma pandemia abalaram os mercados.

Na Europa, o impacto do início da guerra sobre os mercados é acentuado nesta quinta. O índice que acompanha as 50 principais empresas de países que utilizam o euro como moeda desabava 3,73%. Os mercados de ações de Londres, Paris e Frankfurt afundavam 3,28%, 4,73% e 4,10%, respectivamente.

Na Ásia, os principais índices acionários fecharam com quedas severas. Tóquio, Hong Kong e Xangai/Shenzhen despencaram em 1,81%, 2,21% e 2,03%, nessa ordem.

O Ibovespa, referência para a Bolsa do Brasil, caía 1,78%, a 110.011 pontos.

O barril do petróleo Brent, referência mundial para essa mercadoria, subia 7,85%, a 104,44, na maior cotação desde 2014.

"O mercado estava sempre tentando avaliar se eles [os russos] parariam em Donbass, e parece bastante claro que estão se movendo em direção a Kiev, o que foi sempre o pior dos cenários, porque nós temos agora uma longa noite pela frente para tentar entender quão ruim isso vai ficar, e quais sanções serão adotadas, porque deve haver uma nova rodada de sanções contra Putin e o governo russo", disse Chris Weston, chefe de pesquisa da Pepperstone.

"Esse é o pior cenário para os mercados, e é o que estamos vendo. Não há compradores aqui para risco, e há muitos vendedores por aí afora, então o mercado está sendo impactado muito fortemente." ​

Mercados de ativos têm visto uma alta expressiva de volatilidade com o escalonamento da crise.

Mais cedo, o ouro subiu mais de 1,7%, atingindo seu maior valor desde o começo de 2021, segundo a agência Reuters.

Os rendimentos dos títulos americanos de 10 anos caíam 1,8681%. O mesmo movimento de queda ocorria nos títulos de 2 anos (-1,5%).

A busca por segurança global por parte dos investidores impulsionou o dólar, que subia mais de 0,5% em relação a cesta de moedas de seus principais parceiros comerciais. O euro, por sua vez, caía 0,8%.

Já a moeda russa, o rublo, despencou quase 8% mesmo após pausa na sua comercialização, atingindo patamar mais baixo já registrado. Banco Central russo anunciou intervenção no mercado para conter queda.

O movimento contaminou também os mercados de criptomoedas, fazendo o bitcoin cair abaixo dos US$ 35.000 pela primeira vez em um mês.

"Os mercados estão agora precificando mais adequadamente o risco de algo horrível acontecer. Isso, combinado com a incerteza de um ambiente horrível para se estar. Ninguém quer estar exposto a risco nessa situação", disse Rob Carnell, chefe de pesquisa na ING.