Ataque a lockdown pavimenta reeleição de governadora de Madri


ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
ANA ESTELA DE SOUSA PINTO

<p>BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Com uma campanha contra restrições rígidas antipandemia e ataques aos socialistas do governo central, a candidata de centro-direita Isabel Diaz Ayuso, 42, se reelegeu para o governo de Madri -a mais rica região da Espanha-, mostra pesquisa de boca de urna.

</p><p>Seu Partido do Povo (PP), que controla Madri há 26 anos, mais que dobrou a participação na Assembleia, passando de 30 para algo entre 62 e 65 assentos, segundo as previsões -são necessários 69 para a maioria.

</p><p>Ayuso declarou durante a campanha que preferia governar sem coalizões, mas, mesmo para um governo de minoria, precisaria negociar com o partido de ultradireita Vox, que deve ocupar de 12 a 14 cadeiras, segundo a boca de urna.

</p><p>Ela não poderá contar com seu antigo parceiro de coligação, o Ciudadanos, que de acordo com a pesquisa GAD3 não conquistou os 5% de votos necessários para ocupar assentos na Assembleia.

</p><p>O Vox já apoiava a coligação anterior, mas sem participação no governo. Declarações de Ayuso de que uma aproximação com a sigla anti-imigração "não era o fim do mundo" inflamaram opositores, que a acusaram de simpatia pelo fascismo.

</p><p>O resultado incontestável da candidata conservadora na capital Espanhola deve projetá-la como uma das principais forças políticas nacionais. Na campanha, além de combater o fechamento de bares e restaurantes, ela prometeu reduzir impostos e apoiar pequenos empresários.

</p><p>Alvos principais dos ataques da conservadora durante a campanha, os partidos à esquerda não garantiram apoio suficiente para desafiar um governo do PP.

</p><p>O socialista PSOE, do primeiro-ministro Pedro Sánchez, perdeu assentos na Assembleia de Madri: dos 37 atuais, deve ficar com no máximo 28, de acordo com as pesquisas. Seu potencial aliado de esquerda Podemos cresceu de 7 para até 11 cadeiras.

</p><p>No polo progressista, o principal vencedor foi o Más Madrid, de plataforma ambientalista e feminista, que cresceu em popularidade nos últimos dois meses e pode passar de 20 a 24 assentos.

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