Alheio a máscaras, Pazuello alega contato com servidores com Covid, e CPI adia seu depoimento


RENATO MACHADO, CONSTANÇA REZENDE E JULIA CHAIB
RENATO MACHADO, CONSTANÇA REZENDE E JULIA CHAIB

<p>BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A presidência da CPI da Covid confirmou nesta terça-feira (4) o adiamento do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que justificou a ausência por ter tido contato com dois subordinados militares que foram diagnosticados com a Covid-19.

</p><p>A nova data da oitiva será 19 de maio.

</p><p>Um dos principais alvos da CPI, Pazuello deveria comparecer diante do colegiado nesta quarta-feira (5), mas enviou ofício para a presidência da comissão solicitando não comparecer presencialmente ao depoimento. Alegou que dois coroneis com quem teve contato no último fim de semana receberam diagnóstico positivo para a Covid-19.

</p><p>Por isso ofereceu duas hipóteses alternativas: manter a data de seu depoimento, mas falar de maneira virtual aos senadores, ou então alterar o cronograma.

</p><p>Pazuello já foi infectado pelo novo coronavírus no ano passado. No fim de abril, foi flagrado sem máscara em um shopping de Manaus.

</p><p>O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o depoimento deveria se manter presencial. Por isso sugeriu uma nova data -duas semanas após a estabelecida inicialmente-, que acabou aprovada em votação simbólica pelos senadores.

</p><p>Por causa do adiamento da sessão que ouviria Pazuello, a presidência da CPI da Covid também decidiu remanejar o depoimento do ex-ministro Nelson Teich, que ficou para esta quarta-feira, às 10h.

</p><p>Alguns senadores reagiram ao ofício de Pazuello, insinuando que se tratava de uma tentativa de obstrução dos trabalhos da CPI.

</p><p>"O ministro Pazuello não precisa ficar de quarentena. Basta ele fazer o teste [de Covid], o que seria já uma demonstração de boa vontade com a Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

</p><p>O depoimento de Pazuello era o mais aguardado pelos membros da comissão, por ter sido o ministro da Saúde mais próximo ideologicamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

</p><p>Além disso, sua gestão foi a mais longeva, sendo responsável pela maior parte das tratativas para a compra de vacinas, além de o colapso do sistema de saúde de Manaus ter acontecido durante seu período à frente do ministério.

</p><p>Senadores também pretendiam inquirir o ex-ministro a respeito do incentivo por parte do Ministério da Saúde para o uso da hidroxicloroquina por estados e municípios. O medicamento não tem eficácia comprovada para tratar a Covid-19.

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