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m de leitura Atualizado em 28/03/2022, 18:08

ABI denuncia censura ao Lollapalooza na ONU e na OEA

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de março de 2022

MÔNICA BERGAMO
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Associação Nacional de Imprensa (ABI) denunciou nesta segunda-feira (28) à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) a decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impôs multa ao festival Lollapalooza caso artistas se manifestassem politicamente durante seus shows.

O documento foi endereçado à relatora especial sobre Liberdade de Expressão e Opinião das Nações Unidas, Irene Khan, e ao relator especial sobre Liberdade de Expressão da OEA, Pedro Vaca Villarreal.

"A liberdade de expressão é um direito constitucional e um direito humano, e precisa ser respeitada. Consideramos a decisão judicial imposta aos artistas como uma grave arbitrariedade", afirmam os advogados Carlos Nicodemos e Maria Fernanda Cunha, do escritório Nicodemos & Nederstigt Associados, que assessoram a ABI.

O ministro Raul Araújo, do TSE, classificou como propaganda eleitoral as manifestações políticas das cantoras Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza e determinou multa de R$ 50 mil para a organização do festival se houver outras.

A decisão liminar proibiu manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido político, e foi tomada no sábado (26). Ela acatou parcialmente um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro ( PL) realizado na manhã daquele mesmo dia. Os advogados do PL também tinham solicitado condenação do Lollapalooza por propaganda eleitoral antecipada, o que não ocorreu.