Folha de Londrina

Os Pés na Estrada

Pé na estrada

Desbravando caminhos pela natureza de Londrina
Textos: Vitor Ogawa - Fotografia: Ricardo Chicarelli

INTRODUÇÃO

Quantos caminhos são necessários para se construir uma cidade? A reportagem da FOLHA percorreu alguns dos roteiros que remetem ao início de Londrina.

Os Pés na Estrada

O guia dessa aventura foi o massoterapeuta Marcos Aurélio Fecchio, que percorre trilhas do município em seu tempo livre. O ponto de partida foi a avenida Salgado Filho, próximo ao aeroporto.

O local é simbólico, pois o primeiro lote vendido pela CTNP (Companhia de Terras do Norte do Paraná) foi ao imigrante japonês Mitsugi Ohara, onde hoje está localizado o Aeroporto Governador José Richa (zona leste). O terreno foi registrado no dia 27 de março de 1930, quatro anos antes da fundação de Londrina. A equipe seguiu em direção ao Patrimônio Selva via estrada dos Limoeiros e estrada dos Periquitos, por uma rota sem asfalto, e que é envolta por pontos em que há resquícios de matas. “Por incrível que pareça quem mora na cidade não tem esse contato com a natureza”, destacou Fecchio.

|ESPECIAL TRANSMÍDIA: 84 PONTOS PARA CURTIR LONDRINA - Este fragmento é parte integrante do caderno Especial Transmídia “84 pontos para curtir Londrina”. As histórias foram fragmentadas para melhorar a experiência digital dos leitores. Obtenha a edição impressa ou a digital para ter a chave de acesso às outras histórias| ENTENDA:

Os Pés na Estrada

A reportagem passou pela venda do Parra, contornou o Parque Ecológico Daisaku Ikeda, onde ficava a antiga Usina Três Bocas, inaugurada em 1943 pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica e desativada em 1983. De lá a equipe seguiu rumo ao Patrimônio Selva, onde fica a capela Santo Antônio, que foi construída em 1938 e ainda é toda em madeira.

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Na sequência, a equipe partiu para uma região que foi colonizada antes mesmo da caravana da CNTP, os distritos rurais do sul de Londrina. Entre 1922 e 1928 já possuíam propriedades por aqui as famílias Godoy, Palhano, Durães, Menezes, Bule e Correia. A reportagem percorreu parte das rotas onde ficavam essas propriedades que antecederam o empreendimento imobiliário dos ingleses. Mesmo depois de tantos anos, ainda há vários pontos que não possuem asfalto e são permeados por estradas rurais revestidas de cascalho.

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A equipe também foi até o distrito de Irerê, que foi fundado em 1932, e está localizado onde era a antiga Fazenda Marrecas. Seu proprietário era o engenheiro agrônomo Aristides Carvalho de Oliveira.

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PRIMEIRA VIAGEM

Do primeiro lote vendido até a antiga Fazenda Marrecas

FOLHA percorre estradas que fazem parte do roteiro histórico de Londrina e que propiciam belas paisagens

Dois dias não são suficientes para conhecer todas as estradas de Londrina, mas são o bastante para apreciar parte de um roteiro histórico do município. O massoterapeuta e DJ Marcos Aurélio Fecchio traçou rotas a pedido da reportagem da FOLHA para que fosse possível proporcionar aos leitores uma viagem por caminhos que muitas vezes são “esquecidos” por quem reside na área urbana, mas que propiciam belas paisagens.

Os Pés na Estrada

Os Pés na Estrada

Os Pés na Estrada

Marcos Aurélio Fecchio

Depois de partir da região do aeroporto Governador José Richa, na zona leste, onde ficava o primeiro lote vendido pela CTNP (Companhia de Terras Norte do Paraná), cujo comprador foi o imigrante japonês Mitsugi Ohara, a equipe seguiu pela estrada do Limoeiro. Ela foi construída a pedido do prefeito Hugo Cabral em 1949, como opção à estrada do Cerne (atual PR-090) e à Paralela 1 ou “rodovia dos Cereais” (onde hoje fica a BR- 369), que ainda não eram asfaltadas. A estrada do Limoeiro segue até a barranca do Tibagi e quando foi concebida havia uma balsa que permitia a travessia de veículos até a margem de Assaí (Região Metropolitana de Londrina), facilidade que hoje não existe mais.

No caminho encontramos ciclistas, como o vendedor Lauro Barbosa, que percorre diferentes trilhas no município três vezes por semana. “Quem fica preso no concreto não sabe o que é Londrina”, afirmou. A estrada do Limoeiro, onde a reportagem conversou com Barbosa, é composta por inúmeras chácaras de lazer, restaurantes, pesqueiros e feira livre aos domingos na região da Fazenda da Nata. Porém, não é nada disso que ele procura quando percorre a via. “O que nos atrai mais é o fato de ser uma trilha mais ágil de percorrer e pela natureza que encontramos no percurso”, observou.

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CANTO DAS CIGARRAS

De lá o grupo liderado por Fecchio percorreu a estrada dos Periquitos, que fica próximo ao córrego homônimo. Acompanhado pela sua esposa, a terapeuta holística Roberta, ele seguiu costeando áreas com plantações de soja entrecortadas por trechos de mata fechada ou de relevo composto por vales e morros. “Muita gente não sabe que existem esses lugares”, apontou a terapeuta, durante uma das paradas realizadas para apreciar a paisagem.

Roberta Freire Fecchio

O barulho que mais se ouve é o canto das cigarras e o cheiro mais recorrente é o das vegetações e terras molhadas. A estrada fica próxima do córrego dos Periquitos, último afluente da vertente esquerda do ribeirão Cambé. O ciclista Leandro D’Abreu, do grupo Pedais Vermelhos e os Excluídos, conhece Londrina por inúmeras trilhas há 25 anos e foi um dos pioneiros nesse tipo de modalidade na cidade.

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“A estrada dos Periquitos é bem tradicional e venho aqui pelo desafio das subidas. A paisagem é legal e a estrada não é tão perigosa. Eu fico mais tranquilo pedalando por aqui. A paisagem dos morros na estrada dos Periquitos permite ver toda a parte sul da cidade”, relatou. Ele ressaltou que a trilha é tão fácil que a iniciação de quem quer pedalar por trilhas começa por ali.

UMA VENDA COM MAIS DE 60 ANOS DE HISTÓRIA

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O grupo seguiu até a estrada Shalon e cruzou o ribeirão Cambé até chegar à rodovia João Alves da Rocha Loures (PR-218), onde na esquina fica a venda do Parra, um importante ponto de referência para quem vive na zona rural e ponto de repouso para os trilheiros que percorrem a região.

Estrada Dos Periquitos - Venda do Parra
Estrada Dos Periquitos - Venda do Parra

A proprietária Vera Lúcia Altero relata que o estabelecimento está na família há 48 anos, mas existe há mais de 60 anos. “Todas as entregas na região têm como referência a venda do Parra. Ela começou como um mercado do agricultor, na base de troca. As pessoas trocavam boi por sacas de arroz, feijão, e todos os artigos para serem usados na casa. A venda sempre passou de pai para filho, de irmão para irmão. Nos sentimos amigos de todo mundo, pois conhecemos todos. Com essa nova geração de ciclistas, os frequentadores se renovaram e também se tornaram parte da família”, destacou. Os proprietários colecionam artigos antigos, que ficam expostos no estabelecimento. São itens como engenhos, panelas de ferro, cilindros para massas, rádio e a tradicional mariquinha - utensílio usado para fazer café com coador de pano.

Parque Ecológico Daisaku Ikeda (Foto: Arquivo BPM)
Parque Ecológico Daisaku Ikeda (Foto: Arquivo BPM)

Em seguida a reportagem passou pela antiga Usina Hidrelétrica Três Bocas (Parque Ecológico Daisaku Ikeda), inaugurada em 1943 pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica e desativada em 1983. Foi a segunda usina hidrelétrica da cidade (a primeira fica no Parque Arthur Thomas) e a área total do parque é de 51,28 alqueires.

O grupo cruzou o ribeirão Três Bocas, se enveredou pela rua Monte Carmelo e encontrou outro grupo de ciclistas na altura da estrada do Galo. Um deles é o engenheiro eletricista Aparecido Alberto Tomazeli, que não se intimida diante de uma estrada com menos moledo que as outras. “Para nós, quanto mais difícil estiver de percorrer, mais divertido é. Dá mais adrenalina”, apontou.

Ciclismo de aventura: “Quanto mais difícil, melhor”
Ciclismo de aventura: “Quanto mais difícil, melhor”

Aparecido Alberto Tomazeli
Aparecido Alberto Tomazeli

PATRIMÔNIO SELVA

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Fecchio conduziu a reportagem rumo ao patrimônio Selva, local em que nasceu e onde fica a capela Santo Antônio, que ainda mantém suas características originais. A catequista e ministra da capela, Maria José Pereira dos Santos, diz que a edificação em madeira é uma das mais antigas em Londrina.

Marcos e Roberta Fecchio
Marcos e Roberta Fecchio

Construída em 1938 com peroba-rosa, ela já teve de ser reformada, mas o restauro preservou sua atmosfera do início de Londrina. “Era para ser tombada como patrimônio histórico. No começo as missas eram rezadas em latim e o padre ficava de costas para o público”, relembrou. Visitar a capela é como realizar uma viagem no tempo.

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O agricultor Luiz Antônio Belozo, o Lelo, relata que seu pai veio de Catanduva (SP) para trabalhar na colheita de café e acabou se estabelecendo no Selva, onde montou uma mercearia de secos e molhados. “Eu nasci a dois quilômetros daqui. Fui batizado, crismado e fiz primeira comunhão nessa capela. Eu lembro que ela era menor e depois foi aumentada”, afirmou.

Luiz Antônio Belozo
Luiz Antônio Belozo

IRERÊ

A viagem seguiu até o distrito de Irerê, que abriga um terminal de ônibus urbano. O distrito foi fundado em 1932, quando José Ramos abriu uma picada para tropas e carroças em meio à mata virgem com destino a Fazenda Imbaúba (entre Irerê e Paiquerê). O distrito está localizado onde era a antiga Fazenda Marrecas, cujo proprietário era o engenheiro agrônomo Aristides Carvalho de Oliveira, que dá o nome à rua em que fica o terminal de ônibus. Oliveira era do Departamento de Trabalho e possuía mil alqueires de terras na região. Como no Paraná já havia um lugar com o nome Marrecas, o nome foi trocado para Irerê, que significa marrecas em tupi-guarani.

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Rubens Alves
Rubens Alves

O comerciante Rubens Alves mora no distrito desde 1965. Seu estabelecimento comercial fica na avenida Paraná. “Eu vim de São José do Rio Preto (SP) para cá acompanhando o meu pai”, relatou. Embora seu comércio esteja perto de um terminal de ônibus movimentado, ele reclama que isso não se reverte em vendas para ele. “Os passageiros desembarcam de um ônibus e sobem em outro e não compram nada por aqui. Eles têm preferido comprar nos mercados grandes da cidade”, reclamou.

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SEGUNDA VIAGEM

Precursores da Companhia de Terras Norte do Paraná

Um passeio pelas estradas onde ficavam grandes fazendas de pioneiros de Londrina

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Quantos caminhos são necessários para se construir uma cidade? O professor de história da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Rogério Ivano, destaca que na região existia uma grande população indígena precedendo a caravana da CTNP (Companhia de Terras Norte do Paraná). “Tanto que os jesuítas fundaram as Treze Missões no começo do século 16. Logo depois aconteceram as invasões dos bandeirantes e essa população se dispersou e por 300 anos ficou uma espécie de vazio; mas parte da população indígena retornou depois que os bandeirantes foram embora”, observou. Ele ressalta que também havia as populações caboclas, que eram nômades e semi-nômades e que formam a população brasileira do interior.

Rogério Ivano
Rogério Ivano

Essas pessoas se tornaram semi-integradas ao sistema produtivo no século 19 ao comercializar as sobras da produção de subsistência. Alguns deles tornam-se safristas, que abriam uma clareira na mata virgem, em geral em torno das nascentes das águas que se encontravam, para plantar milho que era direcionado para a engorda de porcos. E no final da safra tocavam os animais a pé por trilhas no meio da mata. Os safristas da Gleba Três Bocas, no início do século 20, conduziam seus porcos para serem vendidos em Tibagi ou Jaguariaíva (Norte Pioneiro).

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FAZENDEIROS ANTERIORES À COLONIZAÇÃO

Na região sul de Londrina havia muitos adquirentes de títulos de propriedade particular antigos, que compraram essas terras sem conhecerem a área e enfrentaram dificuldades na regularização. A família Godoy, por exemplo, já estava aqui em 1922, onde hoje fica a Mata dos Godoy, no distrito de Espírito Santo.

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A família Palhano chegou em 1919 e se estabeleceu em 1926, na região da Gleba Palhano. A família Durães construiu sua propriedade na região do jardim Shangri-lá, em 1927; mesmo ano em que a família do capitão Euzébio Menezes se estabeleceu no distrito de São Luiz e em Tamarana. A família de Arnoldo Bule chegou a Londrina em 1928, na região que hoje fica a Mata do Bule, na região limítrofe dos municípios de Londrina, Cambé e Arapongas. O ano de 1928 também foi o período em que a família de Gustavo Avelino Correia fincou raízes no distrito de Guairacá. A regularização das propriedades de todos os terrenos desses pioneiros só foi conquistada anos depois, parte dela no fim dos anos 1930 e a outra parte depois dos anos 1940.

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“Uma das exigências do acordo entre a CTNP e o governo é que a região fosse sem conflitos jurídicos. Como era uma região que tinha posseiros, população nômade, terras indígenas e quilombos desmantelados, o pessoal foi expulso. Quando a companhia levou adiante o negócio regularizou tudo isso, indenizou alguns caboclos e criou essa ideia de que o processo foi juridicamente legal”, relatou Ivano. O historiador aponta que possivelmente as famílias desses caboclos se tornaram a primeira mão de obra que os colonos vão encontrar. “São herdeiros do processo de colonização anterior à companhia e acabaram trabalhando para fazendeiros maiores”, destacou.

GRANDES FAZENDAS

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A reportagem percorreu algumas das estradas onde ficavam essas fazendas maiores e que foram trilhadas por estes pioneiros. O ponto de partida foi a torre da Telepar, localizada na Gleba Palhano, que era uma imensa fazenda aberta pelo agrimensor maranhense Mábio Gonçalves Palhano. Ele chegou à região em 1919, como comissário de terras do Norte do Paraná. Somente ele possuía cerca de 750 alqueires de terras. Se somadas às terras devolutas obtidas pelos seus irmãos Heber, Edson e Kepler a família tinha mais de 1.150 alqueires que abrangiam do patrimônio Espírito Santo ao lago Igapó.

Um dos pontos de referência do distrito é a Venda dos Pretos. A reportagem encontrou Maria de Fátima Francisco, proprietária do local, que ressalta a importância que o estabelecimento ganhou ao longo dos anos. “Faz muito tempo que temos essa venda. É praticamente um patrimônio histórico de Londrina. Ela existe desde o tempo de meu avô, há 47 anos”, contou.

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Maria de Fátima Francisco
Maria de Fátima Francisco

Outro ponto antigo é a região da fazenda Santa Helena e a Mata dos Godoy, que hoje abriga um parque estadual. O motorista Gercino Bruste faz o transporte escolar das propriedades rurais para a sede do patrimônio Regina, inclusive dentro da Mata dos Godoy. “Pego alunos lá e trago aqui no patrimônio Regina. Daqui eles pegam outro veículo para estudar no distrito Espírito Santo”, relatou.

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Dois dos alunos que ele transporta são filhos de José Ferreira da Silva, conhecido como Zé da Mata, que trabalha como guarda do parque da Mata dos Godoy. A reportagem o encontrou caminhando na rodovia Mábio Gonçalves Palhano. “Eu moro no parque e lá é muito bom, muito tranquilo”, afirmou. “O legal é trabalhar cuidando do meio ambiente em uma área de preservação.”

José Ferreira da Silva (Zé da Mata)
José Ferreira da Silva (Zé da Mata)

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João Silvério
João Silvério

A reportagem também percorreu do Espírito Santo a São Luiz, de Paiquerê a Guairacá, de Guaravera a Lerroville. Em todos esses distritos há uma presença muito forte da cultura da soja, mas inicialmente essa paisagem era dominada por cafezais. O lavrador João Silvério, 72, chegou em Guaravera em 1963 para trabalhar na colheita de café. “Gostei muito do lugar e estou aqui até hoje”, declarou.

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ESTRADA VELHA

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Quem vê as estradas que existem hoje mal pode imaginar a dificuldade de acesso às propriedades nos primórdios de Londrina. A estrada antiga que liga Londrina a Tamarana surgiu no final da década de 1930, quando o médico Gustavo A. Corrêa abriu o caminho em sua propriedade. Como o município de Londrina já estava instalado, por volta de 1937 ou 1940, Corrêa fez um levantamento dessa parte de sua propriedade para locação de uma estrada de rodagem na mata que, partindo do rio Taquara, seguisse por dentro de suas terras em direção a vila São Roque (atual Tamarana). Com a construção dessa estrada houve a possibilidade de se iniciar a colonização das terras de Corrêa através de loteamentos agrícolas, entre eles o Patrimônio Guairacá.

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Maria José do Rosário Castelo é proprietária da Casa Portuguesa, um dos mercados mais tradicionais de Paiquerê, e relata que a maioria das pessoas hoje faz compras em grandes mercados de Londrina, diferentemente da época em que seu pai e seu tio montaram o estabelecimento, em 1962. “Antigamente passavam muitos ônibus por aqui de Londrina para Tamarana pela estrada velha. Em Paiquerê tinha um lugar chamado Bar do Ponto, que funcionava como uma rodoviária. Agora essa estrada é usada somente por quem vai ao assentamento Eli Vive”, destacou.

Maria José do Rosário Castelo
Maria José do Rosário Castelo

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Durante o trajeto nessa estrada, a reportagem encontrou o lavrador Aldemiro Rodrigues, que arrendou uma propriedade na região. Ele foi abordado enquanto removia o mato em meio à plantação de soja. “Eu gosto de tudo nesta região. Da agricultura, da lavoura, do mato e do rio. Tudo é divertido”, declarou.

Aldemiro Rodrigues

Aldemiro Rodrigues
Aldemiro Rodrigues

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OFF ROAD

Siga a rota da viagem do ponto de vista do nosso guia, o motociclista Marcos Aurélio Fecchio

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LONDRINA 84 ANOS - 84 PONTOS PARA CURTIR

DATA DE PUBLICAÇÃO
08 de Dezembro de 2018

TEXTOS E PESQUISA
Edson Neves, Érika Gonçalves, Fábio Galiotto, Fernando Buchhorn Jr, Guilherme Marconi, Laís Taine, Lucio Flávio Cruz, Vitor Ogawa, Vitor Struck, Patricia Maria Alves, Walkíria Vieira

FOTOGRAFIA
Anderson Coelho, Fábio Alcover, Gina Mardones, Gustavo Carneiro, Lis Sayuri, Marcos Zanutto, Patrícia Maria Alves, Rei Santos, Ricardo Chicarelli, Roberto Custódio, Saulo Ohara, Sergio Ranalli

VÍDEOS
Anderson Coelho, Fernando Buchhorn, Gustavo Carneiro, Patrícia Maria Alves, Ricardo Chicarelli, Arquivo MultiTv Cidades

IMAGENS HISTÓRICAS :
Arquivo FOLHA, Museu Histórico de Londrina, Biblioteca Pública Municipal

ARTE E TRATAMENTO DE IMAGENS
Patrícia Sagai, Jose Marcos, Folha Arte

ILUSTRAÇÃO
Patrícia Sagai

DIAGRAMAÇÃO (IMPRESSO)
Junior Zamuner

DESIGN (WEB)
Patrícia Maria Alves

EDIÇÃO DE TEXTOS
Gisele Mendonça, Lucilia Okamura

EDIÇÃO SITE
Erick Rodrigues

PRODUÇÃO/EDIÇÃO MULTIMÍDIA
Patrícia Maria Alves

APOIO LOGÍSTICO
Zenil Costa, Vander de Silvio Martins, Jenes de Almeida

SUPERVISÃO DE PROJETO
Adriana De Cunto (Chefe de Redação)

AGRADECIMENTOS
MultiTv Cidades, Banda Londrina Hot Club pela cessão da música, Marcos Fecchio pelas imagens de GoPro e a toda equipe da redação da Folha de Londrina

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