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CIDADANIA 5m de leitura Atualizado em 15/06/2020, 16:27

Não deixem as crianças paradas na quarentena

Projeto de extensão da Universidade Estadual do Norte do Paraná compartilha dicas de atividades para evitar o sedentarismo com propostas para escolas da rede pública

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de junho de 2020

Marcos Roman - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A suspensão das aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus tem exigido altas doses de criatividade dos pais preocupados em manter a disciplina dos filhos nesse período. Garantir que as crianças e adolescentes se alimentem de forma saudável e mantenham uma rotina de atividades físicas mesmo estando fora das escolas se tornou um dos maiores desafios da quarentena. Para ajudar nesta tarefa, o projeto de extensão “Saúde da Criança: Conscientização de Todos” tem compartilhado boas sugestões pela internet com o objetivo de prevenir o aumento de sobrepeso e de casos de obesidade.

O projeto oferece até uma agenda para tornar a rotina das crianças mais divertida e brincadeiras para não deixar ninguém parado
O projeto oferece até uma agenda para tornar a rotina das crianças mais divertida e brincadeiras para não deixar ninguém parado |  Foto: Divulgação
 

A iniciativa faz parte de um projeto de extensão da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). “Antigamente, a criança gordinha era como saudável. Mas isso mudou, atualmente sabe-se que o excesso de gordura no corpo é considerado uma doença inflamatória que no futuro pode causar hipertensão, diabetes, colesterol alto, infarto e pode levar até ao desenvolvimento de um câncer”, esclarece Berlis Ribeiro dos Santos Menossi, professora do curso de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e coordenadora do projeto “Saúde da Criança: Conscientização de Todos”. 

Segundo ela, o risco de ganhar sobrepeso é ainda maior durante a quarentena. “Neste período de isolamento social, as crianças acabam ficando ociosas em casa, com acesso muito mais facilitado a comidas que nem sempre são saudáveis. E para piorar, muitas vezes deixam de fazer atividades físicas. Para evitar o sedentarismo que pode levar à obesidade, os pais precisam justamente ficar de olho na alimentação e incentivar a prática de exercícios físicos”, ressalta. 

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Ela explica que as páginas criadas através do projeto no Instagram (uenp.saudedacriança) e no Facebook (Saúde da Criança) têm como objetivo ensinar os pais a envolverem as crianças em atividades físicas que visam evitar o sedentarismo. “Existem muitas opções como, por exemplo, fazer labirinto no chão usando barbante como obstáculo para que a criança se sinta motivada a passar sobre ou embaixo das linhas. Aventuras como criar uma caça ao tesouro dentro de casa também costuma empolgar. As opções são muitas e variadas. O mais importante é usar a criatividade”, recomenda.

Berlis enfatiza que apesar de não ser fácil, é importante tirar as crianças da frente das telas. “O tempo máximo recomendado para deixá-las vendo TV, jogando videogame ou no computador é de, no máximo, quatro horas por dia. Ainda assim é importante que a cada uma hora elas se levantem, caminhem pela casa e se espreguicem ou se alonguem”, orienta. 

A docente alerta para os problemas que o sedentarismo e a má alimentação podem trazer. “Desde 2016, temos realizado pesquisas com mais de 5 mil crianças de Jacarezinho, Cambará e Andirá. No começo do ano letivo a gente preenche um cadastro com alunos da rede pública no qual constam a idade, a altura e o peso das crianças. Por meio deste estudo, constatamos que na nossa região os casos de sobrepeso chegam a 33%, ou seja, um por cento a mais que a média divulgada pela Organização Mundial da Saúde”, diz Berlis.

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Além de realizar o monitoramento de estudantes da rede pública, o projeto “Saúde da Criança: Conscientização de Todos” tem como meta a criação de programas de saúde pública voltados para a qualidade de vida. “Temos promovido palestras junto a merendeiras, pais e professores para que eles atuem como multiplicadores de informações sobre os riscos da obesidade. E também levamos propostas para que as câmaras municipais criem programas de atividade física para crianças com monitoria de profissionais de educação física e fisioterapeutas. Esse acompanhamento especializado é importante pois a criança obesa tende a ser menos ativa devido à dificuldade de se movimentar por conta do sobrepeso”, enfatiza.  

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