O Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) de Londrina não teve um 2001 feliz no ano que a ONU homenageia a causa. A última campanha da entidade arrebanhou apenas 180 interessados. Destes, apenas seis vingaram como voluntários. ''As pessoas se assustam quando a gente exige disciplina rígida. Elas temem o compromisso'', explica o coordenador Aldenir Antonio Soares da Silva.

''Nos Estados Unidos, fazer alguma coisa pela comunidade torna a pessoa mais respeitada, talvez falte aos brasileiros esta consciência'', compara Silva, analisando os parcos resultados do arrastão do Ano Internacional do Voluntariado. O coordenador também frisou que a entidade está em processo de recuperação da sua imagem, depois de um ano difícil, quando a cúpula da entidade esteve envolvida nas denúncias de desvio do escândalo AMA-Comurb.

Quando foram espalhadas urnas pela cidade para a adesão de novos voluntários a expectativa otimista era de que cinco mil pessoas fossem às reuniões preparatórias.

''Mas não podemos esquecer que há milhares de pessoas em Londrina trabalhando, eventualmente ou permanentemente, sem apoio da gente. O caminho talvez seja sistematizar todo este contingente'', pondera.

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