Vírus que atinge prematuros tem pico de março a setembro
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domingo, 27 de abril de 2014
Reportagem Local 
Uma das principais causas de hospitalizações recorrentes e de mortalidade entre bebês prematuros é a infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um vírus sazonal cuja estação de circulação varia de região para região. Como seus sintomas podem ser confundidos com uma gripe forte, o VSR é erroneamente associado a baixas temperaturas.
No Brasil, apesar de circular durante todo o ano, o VSR tem sua estação de pico entre março e setembro. Em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o período de hospitalização da criança, ou sua permanência em unidades de tratamento intensivo, devido a problemas respiratórios.
O VSR é também a principal causa de hospitalização em bebês abaixo dos 2 anos de idade que sofrem de problemas respiratórios, sendo bronquiolite e pneumonia os sintomas mais comuns. Uma das suas consequências é o chiado recorrente no peito, que pode perdurar até os 13 anos de idade. Alguns pesquisadores estimam que a taxa de mortalidade de bebês prematuros em decorrência do VSR é de cerca de 5%.
Não há tratamento específico para a infecção por VSR; somente prevenção. "Como o vírus pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra, pelo contato com secreções, quando um caso surge numa unidade neonatal, o número de casos pode crescer rapidamente", afirma Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM).
Entre as medidas preventivas estão: lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê (o vírus permanece vivo nas mãos por mais de uma hora), evitar aglomerações, higienizar sempre os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24 horas), evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes e também evitar contato com fumantes e ambientes poluídos.
Mais informações sobre o calendário de imunização para prematuros podem ser obtidas no site www.sbim.org.br.

