Vírus H1N1 favorece a pneumonia
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domingo, 01 de maio de 2016
Érika Gonçalves<br> Reportagem Local 
Depois de dias extremamente quentes, as temperaturas despencaram. A combinação de ambientes fechados e aglomeração de pessoas faz com que algumas doenças se propaguem com mais facilidade, como a gripe. E com ela outras doenças podem surgir, como a pneumonia pneumocócica.
A pneumonia pode ser causada por vírus, fungos e bactérias, sendo que estas últimas são as responsáveis por causar a pneumonia pneumocócica. Em 2014 morreram 70.328 pessoas por causa da doença, sendo a pneumonia a terceira causa de mortes no Brasil.
O pneumologista Mauro Gomes, coordenador da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), explica que o vírus da gripe fragiliza o organismo, facilitando que a bactéria que vive em nosso corpo consiga chegar aos pulmões e causar a doença.
"Nós convivemos no dia a dia com uma população de bactérias que coloniza nosso corpo quase inteiro e a região do nariz e da boca possui um grande número de bactérias. A principal tem o nome de Streptococcus pneumoniae, comumente chamado de pneumococo. Essa bactéria pode vencer nossas barreiras contra infecções e alcançar o interior dos pulmões e um dos motivos é o vírus da gripe. Ele facilita a adesão da bactéria dentro do pulmão, compromete as resistências naturais de modo que o pneumococo encontre um campo mais fértil para proliferar", destaca.
Entretanto, é um erro pensar que evitar a friagem ou o sereno fará com que não tenhamos pneumonia. O especialista explica que esses são mitos relacionados à prevenção da doença, visto que a mesma ocorre em todas as estações do ano, inclusive no verão.
Outra confusão, apontada pela pesquisa Retratos da Pneumonia, realizada em seis capitais do País pelo Instituto Global Market Research, a pedido da Pfizer e divulgada semana passada em São Paulo, é de que a vacina da gripe também protegeria contra a pneumonia. A melhor forma de prevenção, de acordo com os pneumologistas, é a vacinação específica contra a doença, aliada à uma vida saudável.
"Pessoas em grupo de risco asmáticos, diabéticos, doentes renais, doentes crônicos cardíacos, pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) - têm mais chance de desenvolver pneumonia", aponta Gomes.
Ele explica que o diagnóstico é feito através do exame clínico e do raio X do tórax. O tratamento é à base de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em até quatro dias. A internação pode ser necessária especialmente quando o paciente é idoso, apresenta febre alta ou doenças crônicas, além das complicações mais graves já citadas.
O esforço dos médicos para conscientizar a população da importância da vacinação é decorrente do alto impacto sobre a saúde pública que a doença causa, além dos transtornos aos pacientes, como o afastamento do trabalho, a perda de compromissos familiares devido à necessidade de repouso, gastos com medicamentos, consultas médicas e internamento, conforme apontado na pesquisa.
"O pneumococo pode também causar otite caso vá para o ouvido, sinusite caso se instale nos seios da face ou até se disseminar e causar meningite, além de ser a principal causa de pneumonia no mundo. A mortalidade chega a 10% dos pacientes internados", destaca o pneumologista Fernando Luiz Cavalcanti Lundgren, presidente eleito da SBPT para o biênio 2017-2018.
Ele acrescenta que levar uma vida saudável, não fumar, não beber em excesso, evitar ambientes com muitas pessoas e beber muito líquido são outras formas importantes de evitar a pneumonia.
■ A repórter viajou a convite da Pfizer.

