PREVENÇÃO -

Vírus do sarampo aumenta o risco para outras doenças, diz estudo

Pesquisadores apontam que o vírus pode apagar, em média, 20% da memória imunológica do organismo; nova etapa de vacinação começa segunda (18) para a faixa etária de 20 a 29 anos

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

Vírus do sarampo aumenta o risco para outras doenças, diz estudo
José Fernando Ogura/AEN
 



Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que o vírus do sarampo abre portas para outras doenças. Isso significa que pessoas que contraíram o vírus têm risco aumentado de terem outras doenças infecciosas, inclusive doenças que o organismo já havia criado defesas. 


O estudo, publicado na revista Science Immunology, aponta que o vírus pode apagar, em média, 20% da memória imunológica do nosso organismo. É a primeira vez que um estudo comprovou a relação do vírus do sarampo com a perda de anticorpos. 




Tal descoberta reforça a importância de interromper a cadeia de transmissão da doença por meio da vacinação. Na próxima segunda-feira (18), uma nova etapa da vacinação da tríplice viral será aberta para adultos jovens não vacinados, na faixa etária de 20 a 29 anos. 


A faixa etária é a que acumula o maior número de casos confirmados da doença. Nos últimos 90 dias, foram confirmados em todo o País, 5.660 casos de sarampo e 14 óbitos.  


Londrina 


A Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais um caso de sarampo esta semana. A suspeita é que a vítima teria contraído o sarampo em São Paulo, onde há um surto da doença. A mulher, que teve o diagnóstico confirmado, teria feito várias viagens para essa localidade.    


De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, a mulher encontra-se bem e recuperada. Ao todo, Londrina registra 8 casos de sarampo entre as 17 notificações. Destas, quatro estão em andamento, esperando o resultado de exames.

 

No Paraná, na última semana, 52 casos foram confirmados aumentando para 368 o número total no Estado. Outras 631 amostras ainda estão em investigação, segundo o boletim epidemiológico publicado na quinta (14) pela Secretaria de Estado da Saúde.  (Com informações do Ministério da Saúde) 

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