VÍRUS - O risco do câncer de colo de útero
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domingo, 14 de julho de 2013
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Todos os anos mais de 19 mil mulheres brasileiras recebem o diagnóstico de câncer de colo de útero e cerca de 5 mil delas vão a óbito. Os números são do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas para a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), eles são subestimados. A entidade acredita que pelo menos 8 mil mulheres morram anualmente em decorrência desta doença.
Pesquisas mostram que 100% dos casos de câncer de colo de útero são causados pelo Papiloma Vírus Humano (HPV), mas além deste, outros cânceres como o de pênis, garganta, canal anal, vulva e vagina também estão relacionados ao mesmo agente causador. Vale destacar que nem todos os 130 tipos conhecidos de HPV são precursores do câncer. Alguns estão relacionados ao aparecimento de verrugas e outros aparentemente não trazem malefícios ao organismo.
A relação sexual é a forma mais comum de contágio, mas o HPV pode também infectar o organismo se a pessoa tiver contato com uma superfície contaminada.
O Ministério da Saúde (MS) estima que apenas 3% das mulheres portadoras do HPV desenvolvem o câncer de colo de útero, ainda assim este é o segundo tipo de tumor mais frequente entre as brasileiras ficando atrás apenas do câncer de mama e a quarta causa de morte de mulheres no País.
Apesar da gravidade da doença, o câncer de colo de útero apresenta altas chances de cura, se diagnosticado inicialmente. Mas como a maioria das infecções por HPV são assintomáticas, principalmente na fase inicial, o diagnóstico precoce fica condicionado a realização de exames preventivos. Uma das formas mais eficazes de diagnosticar e prevenir o desenvolvimento do câncer de colo de útero é a realização do exame papanicolau anualmente, explica o presidente da ABPTGIC, Garibalde Mortoza Junior. Ele acrescenta que, na fase mais evoluída, a mulher pode apresentar sangramento vaginal ou sangramento após as relações sexuais, além de dores abdominais associadas a queixas urinárias ou intestinais.
Segundo Mortoza Junior, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a vacina contra o HPV a principal medida de prevenção contra a doença. Visando reduzir o números de vítimas da doença, a ABPTGIC lançou a campanha "Mulheres Semeiam Vida". O objetivo é chamar a atenção das mulheres para a importância da imunização e realização do papanicolau. "Hoje observamos um crescimento preocupante da infecção por HPV em todo mundo, incluindo o Brasil. Ampliar o acesso à prevenção da infecção pelo vírus é fundamental para evitar novos casos", conclui Mortoza. (Leia mais na página 10)
- A repórter viajou a convite da ABPTGIC

