Violência cresce e assusta a cidade
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2001
Adriana De Cunto 
Londrina vai fechar o ano de 2001 com um saldo preocupante na área de segurança pública: em relação ao ano passado, o número de assassinatos subiu 33%. Até o dia 1º de dezembro, já haviam sido computados 106 homicídios na cidade. Em todo o ano de 2000, o total foi de 71 mortes. Depois de várias campanhas já realizadas, como a ''tímida'' Semana da Paz, promovida de 23 a 30 de setembro pela prefeitura, através da Secretaria de Cultura, agora é a vez de várias entidades se unirem em torno da campanha ''Londrina Segura'', lançada no dia 18 de novembro, na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
O projeto está sendo desenvolvido pelo Conselho Comunitário de Segurança de Londrina e 16 entidades empresariais da cidade em parceria com as polícias Civil e Militar. O objetivo é tentar reduzir os índices de criminalidade com ações efetivas de apoio às polícias. Dividida em várias etapas, a primeira delas será a de conscientização para que a comunidade entenda e aceite naturalmente as blitze.
Nas próximas etapas, a campanha vai tentar promover melhorias no trabalho dos policiais, fornecendo equipamento e treinamento. A meta principal é a informatização e interligação em rede de todos os distritos policiais da cidade, e na criação de um banco de dados que auxilie o trabalho policial. Também serão ministradas palestras de motivação e auto-estima para todos os policiais.
A terceira etapa será a implantação do projeto ''Formando Cidadão'', que vai passar a desenvolver atividades sócio-educativas para crianças em situação de risco dentro da estrutura do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Na quarta e última etapa, as 16 entidades pretendem trabalhar junto ao Conselho Comunitário de Segurança, formando um fundo para solução dos problemas mais emergenciais das polícias.
Peças publicitárias já estão sendo mostradas nos veículos de comunicação, buscando a conscientização da população sobre a importância das blitze policiais. O presidente da Acil, George Hiraiwa, lamenta que nem todas as empresas de comunicação estejam engajadas na primeira fase da campanha. Por outro lado, ele comenta que outras ações específicas deverão começar a dar resultado no início do ano que vem. Uma delas é a conclusão de um software, que está sendo elaborado por empresas de informática de Londrina, trazendo informações sobre como costumam agir os assaltantes de estabelecimentos comerciais.
Na opinião do tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), ainda é um pouco cedo para analisar os resultados da campanha. Mas ele adianta que a PM está conseguindo fazer ''inúmeras'' apreensões de drogas e armas. ''Considero os primeiros resultados satisfatórios. Mas ainda não é o ideal. Estamos trabalhando para atingir índices melhores de segurança'', comenta.
O comandante revela ainda que a população está compreendendo mais a importância das blitze. Reclamações do tipo ''por que vocês não vão abordar marginais'', o coronel diz que os policiais não têm mais recebido. ''Isso é sinal que a comunidade está recebendo bem'', avalia.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Ivo de Bassi, também considera positivo os primeiros resultados da campanha, principalmente em relação às blitze. ''A polícia já está conseguindo tirar armas de circulação e isso deve-se às blitze'', afirma.

