Quatrocentos dos batons mais populares entre aqueles vendidos nos Estados Unidos apresentaram vestígios de chumbo na sua composição ao serem testados recentemente pelo governo americano, confirmando resultados semelhantes de análises anteriores, embora numa escala muito mais ampla e em níveis mais elevados do que os observados anteriormente (veja análise do FDA aqui).

Cinco batons da L'Oreal e da Maybelline, subsidiárias da L'Oreal americana, figuraram entre as 10 marcas mais contaminadas, de acordo com a análise feita pela agência de vigilância sanitária dos EUA (Food and Drug Administration, ou FDA). Dois batons da Cover Girl e dois da NARS também estiveram na lista dos 10 piores batons, bem como um produto da Stargazer.

A Califórnia, pioneira em se tratando da regulação do chumbo, tem lidado com o problema. Em 2008, depois que surgiram os primeiros relatos da presença de chumbo nos batons, o gabinete do procurador geral do estado examinou se as empresas de cosméticos estariam infringindo leis californianas que exigiam das companhias que fizessem alertas compatíveis se estivessem expondo conscientemente os consumidores a elementos químicos que provocam câncer ou disfunções reprodutivas.

Com base nos dados públicos, o estado concluiu que a concentração de chumbo nos batons era baixa demais para representar uma infração desta lei. De fato, o dever de alertar os consumidores só seria obrigatório quando a concentração de chumbo atingisse 5 partes por milhão, disse o estado.

No estudo da FDA, a grande maioria dos batons ficou abaixo desse limite. Mas dois deles o ultrapassaram: o Pink Petal, da Maybelline, e o Volcanic, da série Colour Riche da L'Oreal. O gabinete do procurador geral da Califórnia ainda não adotou medidas contra estes produtos.

O resultado exacerba uma divergência entre a FDA e a Campanha por Cosméticos Seguros, um grupo formado por consumidoras que há anos pressiona o governo a estabelecer limites para o nível de chumbo encontrado nos batons.

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