Uma vida limitada por cilindros de oxigênio
Quando parou de fumar há 12 anos, João Bergonsin Neto já sentia falta de ar, mas não dava importância ao sintoma. Há cerca de seis anos ele descobriu que tem Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e de lá para cá o ex-motorista viu a sua vida mudar muito. Hoje, ele é considerado um caso grave da doença e precisa ficar conectado ao cilindro de oxigênio o tempo todo. O aparelho não é desligado nem quando precisa tomar banho ou dormir.
A vida de Bergonsin Neto ficou limitada por conta da doença, uma mangueira longa permite que ele ande por toda a sua casa sem precisar se desligar dos cilindros que ficam instalados no quarto do aposentado. Quando é necessário sair de casa, ele precisa carregar consigo um cilindro menor. ''Eu só vou onde posso levar o oxigênio e isso limita muito a minha vida'', disse.
A fisioterapia, que é um importante auxílio no combate aos problemas trazidos pela doença, precisou ser interrompida por conta da dificuldade de transportar o cilindro o tempo todo. ''Não dá nem para trabalhar, mas bem que eu queria''.
Além do oxigênio em período integral, Bergonsin Neto precisa tomar diariamente dois medicamentos que ajudam a controlar a doença. Segundo ele, os remédios são caros e foram quatro anos de espera até que eles fossem fornecidos pelo Sistema Único de Saúde. ''Foi uma luta. Sofri muito até conseguir os remédios'', disse. Apesar da limitação causada pela DPOC, ele vê a vida com alegria e sabe que é preciso valorizar a saúde. ''Tanto jovem forte está se envolvendo com drogas. Eu aqui só queria um pouco mais de saúde para voltar a trabalhar''. (M.A.)




