Com o aumento da longevidade e o despertar para novos comportamentos, a busca pelo conhecimento tem sido, em tempos atuais, um sinônimo para qualidade de vida. E as mulheres têm desempenhado muito bem esse papel.
Quem afirma isso é a ginecologista e obstetra em Londrina, Olivia M. Nassif Fernandes. Com anos de experiência em consultório, ela revela que "as mulheres estão cada vez mais exigentes. Isto significa que também estão mais preocupadas com a própria saúde."
Na prática, isso quer dizer que elas estão cada vez mais esclarecidas quanto ao climatério e a menopausa, pois vêm seguindo as orientações de visitar o ginecologista frequentemente, principalmente a partir dos 40 anos.
"É nessa fase que a mulher pode entrar no climatério. Algumas podem ter mais queixas e outras muito menos, mas o importante é avaliar a saúde como um todo, pois esse período é carregado de mitos e tabus, em especial quando o assunto é sexualidade. Algumas mulheres podem sentir diminuição do desejo sexual, enquanto outras podem experimentar o inverso", afirma.
O tema é tão relevante que o Ministério da Saúde criou em 2008, um manual com 193 páginas para atenção à mulher no climatério e menopausa. Um grande passo ao considerar que a estimativa do DataSUS do ano anterior, apontava que o País abrigava 98 milhões de mulheres, sendo 30% em fase de climatério.
"Não tem como definirmos que a mulher está no climatério por meio de exames laboratoriais. Isso ocorre por meio de uma investigação baseada em um relatório de sintomas. Enquanto o climatério dura anos, a menopausa é diferente. Ela é definida quando a última menstruação ocorreu há doze meses", define.
Essa fase biológica do corpo feminino ocorre devido aos ovários entrarem em falência e as concentrações dos hormônios estrogênio e progesterona diminuirem. Somente após uma avaliação com um ginecologista é que será possível verificar se há de fato, a necessidade de reposição hormonal.
"Vale reforçar que nem todas mulheres precisam de reposição", salienta Olivia, ao afirmar que há situações que vão variar de mulher para mulher. "De maneira geral, a pílula para reposição tem a associação dos dois hormônios. Se por algum motivo a mulher não tiver mais o útero, somente a reposição de estrógeno é necessária", diz.
A médica ainda revela que o uso do endoceptivo (dispositivo intrauterino) é uma alternativa. Ele tem a duração de cinco anos, porém, é um tratamento bem mais caro. "Ele libera micropartículas de progesterona e protege 100% de câncer de endométrio. Com ele, a mulher só deverá tomar estrógeno", completa.
Olivia ainda explica que a Organização Mundial de Saúde preconiza que a reposição hormonal seja feita pelo menos durante cinco anos, mas defende que o mais importante é manter o acompanhamento médico, pois nada impede que a mulher possa parar de tomar a medicação em outro momento. (M.O.)

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