Um órgão multifuncional
Engana-se quem pensa que os rins são responsáveis apenas pela produção da urina. Este órgão tem um papel fundamental no equilíbrio do organismo. Além de auxiliar no controle da pressão arterial, regular a produção de glóbulos vermelhos do sangue e atuar na concentração de cálcio, fósforo e minerais que são fundamentais para o desenvolvimento e bom funcionamento dos ossos, os rins ainda são responsáveis pela filtragem do sangue e produção da urina.
Por conta de tantas "responsabilidades", o rim é um órgão muito importante para o equilíbrio do organismo e quando ele para de funcionar compromete gravemente a qualidade de vida do indivíduo. As pessoas com insuficiência renal também apresentam pressão arterial elevada e anemia. Nas crianças o problema pode afetar o crescimento e resultar em ossos fracos e anômalos.
O médico nefrologista e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Daniel Rinaldi dos Santos, explica que a doença renal crônica (DRC) é a mais grave que acomete este órgão. No entanto, muitos pacientes com alteração da função renal vivem anos sem precisar ser submetidos à máquina que filtra o sangue. Conforme ele, o paciente pode ser transplantado sem passar pela diálise, mas na maioria dos casos as pessoas precisam da máquina por anos até encontrar um doador compatível.
O rim para transplante pode vir de um doador falecido que seja compatível com o paciente ou de um doador vivo que seja compatível e tenha parentesco de primeiro grau com a pessoa beneficiada. "Neste caso, além da proximidade familiar é feita uma análise do doador. Nunca vamos tirar o rim de uma mulher de 20 anos, que ainda pode ter filhos, e doar para outra pessoa. Todos estes aspectos devem ser analisados antes de tomar uma decisão como esta", afirma o médico. Conforme ele, a partir do momento em que se consegue o doador, vários exames são realizados e a cirurgia de transplante deve ser agendada o mais rápido possível. (M.A.)




