Uma das maiores conquistas do atleta paranaense Thales Militão não é representada por uma medalha ou um troféu, mas pela luta contra a doença que poderia lhe trazer limitações. "Nunca tinha ouvido falar sobre a espondilite anquilosante (EA) por isso fiquei muito preocupado no início, mas aos poucos fui descobrindo que é possível ter uma vida normal", revela.
Ele lembra que as queixas começaram em 2005, quando passou a sentir muita dor lombar, nos joelhos e às vezes até nos pés. "Mal conseguia jogar bola com meus amigos e tinha dias que acordava ‘travado’. Passei a frequentar consultórios médicos e realizar uma série de exames. Havia muitas suspeitas, mas ninguém falava ao certo do que se tratava", diz o taekwondista.
Até que se confirmasse a doença, Thales controlava a dor com analgésicos e antibióticos. O reumatologista Valderílio Azevedo lembra que ao atender o jovem pela primeira vez, ele já apresentava baixo desenvolvimento físico e muita limitação física.
Com o diagnóstico, o jovem passou a tomar injeções e foi orientado a praticar um esporte. Foi aí que descobriu o talento para o taekwondo. Hoje, Thales já acumula mais de 40 títulos na carreira, inclusive o de campeão na categoria até 58 quilos, no Argentina Open de Taekwondo, disputado em 2011. Atualmente, é o segundo lutador no ranking nacional até 54 quilos.
E por conviver há nove anos com a EA, Thales se tornou um exemplo também fora dos tatames. "Sinto um desconforto apenas quando fico muitos dias sem o remédio, mas é raro. Com o tratamento, não sinto mais dor, não tenho limitações e ainda descobri uma paixão pelo esporte", conclui. (M.O.)

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