Tratamento faz a diferença
Por mais que se busque o tratamento cedo, nem sempre é possível alcançar a cura antes do primeiro ano de vida. É por esta experiência que passa a vendedora Daniele de Souza Mendonça, mãe de João Pedro, 5 anos. Ela acompanha o filho desde os dois meses de idade em sessões rotineiras de fisioterapia.
Ela lembra que quando bebê, João Pedro só mamava em um peito e começava a chorar se trocasse, o que chamou sua atenção. Depois de visitar uma pediatra e uma ortopedista veio a constatação de que a doença seria torcicolo congênito. Assim, foi iniciado o tratamento. No começo, Daniele confessa que não acreditava que o procedimento daria resultado. ''Por causa da criança ser muito nova, vários conhecidos diziam que essa era uma preocupação desnecessária. Eu também pensava que aquelas massagens e exercícios simples não resolveriam. Hoje, sei que se ele ficar sem a sessão já apresenta sinais de piora'', revela.
A vendedora diz ainda que não apenas ela adquiriu a consciência da importância do tratamento, mas o próprio filho sabe disso e pede pelas sessões. ''Quando sente alguma dor, ele cobra uma visita à fisioterapeuta e explica até para os colegas de escola quando perguntam sobre o que ele tem'', diz Daniele.
A fisioterapeuta Marcia Aoki, que atende João Pedro desde o início, explica que o torcicolo dele é atípico, por isso o tratamento deve ser contínuo. Ela esclarece que em alguns casos a única solução é cirúrgica, mas descarta esta medida para o garoto.
''Chegamos a diminuir a fisioterapia e o caso retrocedeu, mas ele apresenta melhora sempre que faz as sessões e, provavelmente, o problema será solucionado apenas com o tratamento'', salienta Marcia, enfatizando a importância dos cuidados com o torcicolo. ''Por causa da fisioterapia, o João Pedro não apresenta assimetria facial nem desvio de coluna e tem uma vida normal'', completa. (V.F.)




